Viagem

5 coisas que aprendemos com nosso projeto na estrada em 2015

Em novembro de 2014 iniciamos a nossa jornada pelo Brasil de Motorhome. O projeto Moporã na Estrada foi grande e intenso em todos os aspectos. Foram 403 dias de viagem, 13.102 quilômetros rodados, milhares de pessoas que viajaram junto conosco e infinitos aprendizados que compartilhamos com vocês ao longo do caminho.

Mais de um ano depois, seguimos continuando explorando o mundo, a nós mesmos e ajudando as pessoas em suas explorações individuais!

Vamos juntos integrar os principais aprendizados de 2015?

Aprendizado #1 – Desapego – a palavra de ordem!

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Como falar sobre a nossa viagem sem mencionar a principal questão que estamos trabalhando desde o inicio do projeto? O desapego é algo que já estamos exercitando bem antes da viagem acontecer, começando pela venda de nossos bens e a mudança para o motorhome. Mas a viagem ampliou o sentido dessa palavra e nos trouxe uma percepção muito mais ampla do que é praticar o desapego em nossas vidas. Uma cidade bonita, um lugar acolhedor, uma nova amizade, um plano traçado. Demos tchau muitas vezes para todas essas coisas e cada vez que nos despediamos, mesmo com dor no coração, sentíamos que abríamos um baita espaço para o novo vir!

Em 2016 o processo de desapego continuará. Daremos tchau para o incrível Mopomóvel, agora transformando a casa em apenas uma mochila, para irmos, ainda mais leves, atrás de novas experiências. Em 2016 Moporã ganhará terras estrangeiras.

Desapegar não significa deixar de se importar com algo, mas sim abraçar a impermanência da vida, sabendo que para o novo vir, o velho deve morrer. Desapegar é agradecer o que aquele bem, lugar, pessoa nos trouxe e deixá-la ir, liberar espaço em nosso coração, ficarmos mais leves e abertos para o que vida pode nos proporcionar.

Sabemos que nem sempre é fácil dar tchau para algo que gostamos (imagine, temos dificuldade em nos desfazermos de uma peça de roupa!) mas esse é um exercício que você pode começar e pode começar hoje.

Pelos bens materiais é sempre um ótima pedida! A cultura da acumulação e do consumismo está tão enraizada em nossa rotina que dificilmente nós nos damos conta do quanto esse monte de tralha que vamos acumulando nos deixa mais pesados, física e emocionalmente. Gastamos nosso dinheiro com coisas que não precisamos, muitas vezes apenas para preencher um vazio emocional e nos tornamos mais ansiosos por ter que gerenciar tudo aquilo que acumulamos, além de perder tempo, é claro.

Responda agora? Como você pode “destralhar” a sua vida?

Aprendizado #2 – Ciclos: Saiba a hora de terminar

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Entender quando algo chegou ao fim é uma grande sabedoria. Pode levar um certo tempo para entendermos que o “eterno” e o “para sempre” não existem, que tudo nessa vida chegará ao seu fim e que isso não é algo necessariamente ruim.

A percepção dos ciclos foi intensa e profunda durante a nossa viagem. Ficar vários dias dirigindo, observando o dia passar, ver o sol nascer e se por, ver as cores do céu mudarem, a temperatura do dia variar, tudo isso nos conectou profundamente com a sabedoria cíclica da natureza. Ela foi uma grande professora para nós todos os momentos.

Saber que o nosso tempo naquela cidade havia chegado ao fim. Saber que era a hora de mudar de direção. Saber que hoje, o projeto Moporã na Estrada no Brasil deve ser finalizado para que possamos dar início à novos projetos em 2016.

Poderíamos bater o pé e dizer não, afinal desfazer do motorhome pode parecer algo triste, mas isso seria negar um aprendizado tão importante: entender a hora de terminar. Terminar para começar, reciclar a energia e dar a ela outro foco e direção!

Saber que tudo tem seu fim é que nos liberta e que garante que o recomeço possa ser gratificante. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que você dá, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já acabaram.

E você, deixou no passado os ciclos que já se encerraram em sua vida? Ou permanece preso emocionalmente à algo que já deveria terminado?

#3 Ação gera inspiração

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Ação gera inspiração. Inspiração raramente gera ação. Leve essa frase com você e faça dela um mantra para a sua vida.

Esse é um dos principais mitos do mundo dos negócios, do empreendedorismo, da criatividade: a de que primeiro temos grandes ideias e depois partimos para ação, quando na verdade temos grande ideias enquanto estamos na ação.

O Projeto Moporã na Estrada foi criado a partir de uma ideia. Essa ideia foi para o papel e virou um planejamento. Mas o projeto somente nasceu quando um dia olhamos um para a cara do outro e falamos “Vamos colocar o pé na estrada amanhã?” Detalhe: Estávamos planejados para sair apenas 3 meses mais tarde, embora tudo já estivesse pronto e organizado.

E pondo o pé na estrada tudo aconteceu. Vivemos a experiência na prática, com os nossos corpos e nossas emoções. Saímos de uma experiência ideativa e criamos uma experiência sensorialmente completa. E na ação nós éramos pura inspiração e toda a sorte de ideias criativas aparecia em nossas mentes.

Foi na ação que criamos todos os conteúdos compartilhados em 2015. Foi na ação que criamos o programa Crie seu Caminho que transformou a vida de tanta gente. Foi na ação que ideias de expansão do Moporã aconteceram.

Quando estamos apenas na cognição restringimos a experiência a apenas o que achamos ser certo e errado, bom ou ruim. Na ação o seu mundo se expande, nossa ideia ganha mais cores e percebemos que ela pode ser muito maior do que incialmente imaginada.

Você se considera uma pessoa sem criatividade? Comece a agir e depois me diga o quão criativo você pode ser!

O que você pode fazer agora, nos próximos 5 minutos, para fazer aquela sua ideia acontecer e movimentar energia?

#4 Vivendo (ou não) seus valores na prática

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O que é inegociável para você? Você consegue dizer agora, sem titubear, as coisas mais importantes na sua vida hoje?

Antes de cairmos na estrada, nós imaginamos uma série de desafios que poderíamos vir a enfrentar no caminho: Saudades da família e amigos, dificuldade de sermos produtivos sem uma rotina estabelecida, dificuldade de nos adaptarmos em determinados lugares, apego à certas facilidades e confortos de uma vida vivida em São Paulo.

Alguns desses desafios se mostraram reais e palpáveis, outros foram tirados de letra, novos desafios que não havíamos previsto surgiram, mas nada se comparou ao maior desafio de todos. Acredite se quiser, o maior desafio da viagem foi a alimentação.

Nunca tínhamos parado para pensar nisso. Uma rotina de alimentação variada e saudável era o usual em nossas vidas antes do projeto começar. Quando se vive viajando (e não estamos falando de fins de semana ou 15 dias de férias), você entra totalmente na sua zona de desconforto e acredite, é lá que você vai descobrir o que de fato é importante para você.

Viajando, percebemos o quanto ter uma alimentação saudável era um valor importante em nossas vidas. E a descoberta desse valor somente foi possível justamente porque não conseguimos vivê-lo plenamente em todos os momentos.

Agora sempre que planejamos um novo roteiro, esse é um fator que entra em nossa listinha de prioridades.

Agora esqueça um pouco sobre a questão da alimentação na nossa viagem e se concentre em você.

O que é inegociável para você? Que tal experimentar sair da rotina, do usual, da zona de conforto, do que você já está acostumado para ir se percebendo com mais consciência? Um trajeto diferente? Um dieta diferente? Você pode se surpreender!

#5 Metas – Tenha-as mas não se apegue

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Metas materializam, dão forma e direção para o caminho que queremos criar em nossas vidas. Metas bem definidas nos ajudam no dia a dia a tomarmos decisões conscientes e fazer escolhas muitas vezes difíceis mas necessárias.

O projeto Moporã na Estrada começou com muitas metas. Metas de tempo de estrada metas do impacto do nosso trabalho, metas de criação de conteúdos e produtos, metas dos lugares que deveríamos passar, metas sobre o nosso desenvolvimento pessoal.

Foram essas metas que direcionaram muitas das nossas ações e nos ajudaram a fazer escolhas e nos colocar no foco daquilo que queríamos realizar. Mas foi a desistência e o desapego de muitas dessas metas que nos permitiram estar abertos para as possibilidades que se apresentaram no caminho.

Nenhum plano resiste ao campo de batalha. Precisamos estar prontos para desistir dos nossos planejamentos quando uma boa oportunidade surge à nossa frente.

A meta deve te servir e não o contrário, mas o comprometimento com ela deve estar sempre presente e forte. Somente com comprometimento, mas sem apego, conseguimos usar o que os objetivos tem para nos oferecer: foco e energia para agir e fazer escolhas.

O projeto Moporã 2016 começa cheio de metas, das quais estamos prontos para desistir se for preciso! E você, quais foram os seus principais aprendizados de 2015?

Larissa

Você pode acompanhar as aventuras da Lari e do Bruno no site do Projeto Moporã ou no Facebook.




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