Empreendedorismo

Se você não sabe para onde ir, o vento vai te levar para qualquer direção

Tem um segredo que as pessoas não contam, pois tem muita gente que não daria conta de digeri-lo: a sua vida pode ser do jeito que você quiser. Todo mundo nasce com livre arbítrio e vai construindo sua vida, escolha após escolha. Se você parar pra pensar e voltar no tempo, vai conseguir reconhecer e identificar todas as ações que te trouxeram até o exato lugar em que você se encontra hoje. Ora, mas então se somos realmente senhores do nosso destino, então porque tem tanta gente frustrada e infeliz hoje em dia?

Na geração dos nossos pais e avós, havia poucas opções. Se conseguisse dar continuidade aos estudos, a tendência era se especializar em uma das profissões tradicionais e que “dava dinheiro” e estabilidade. Conseguir um emprego no Banco do Brasil era o sonho de pelo menos 50% das pessoas. O resto se dividia nas faculdades de direito, medicina ou administração. Com poucas opções era só escolher aquela que dava mais garantias de um futuro estável.

Na nossa geração, tudo mudou. Observamos nossos pais passarem a vida toda num emprego até se aposentarem, e percebemos que essa escolha não garantiria uma vida divertida e feliz. Os observamos trabalhar durante o ano inteiro, para ter duas férias no ano. Os observamos tendo que viajar somente nos feriados e fins de semana. Os observamos trabalhar a vida inteira para começar a pensar em fazer algo que os deixava feliz depois da aposentadoria. O problema de esperar a aposentadoria para ser feliz é que provavelmente você terá muito tempo, mas pouca disposição. Toda sua energia dos seus tempos áureos terá sido gasta fazendo uma outra pessoa enriquecer. Essas observações nos fizeram perceber que era preciso conseguir associar trabalho com propósito, e é aí que as dificuldades começaram a surgir para muita gente.

No passado, você não precisava pensar muito. Era só se encaixar em algumas das opções oferecidas pela sociedade e pronto. Agora, as coisas estão diferentes. O conhecimento liberta e também abre portais que não podem mais ser fechados. Uma vez que você percebe que um trabalho dentro de um escritório não vai te fazer feliz, por exemplo, nunca mais vai conseguir se contentar com esse estilo de vida. Isso pode parecer ruim, mas não é. A frustração gera movimento, sem ela, não sentimos a necessidade de nos mover, de sair da zona de conforto.

Mas é aí que muita gente impaca. É fácil descobrir o que você não gosta, mas é um grande desafio saber do que você gosta. Todo mundo tem algo que faz o coração vibrar, mas somos tão incentivados a mascarar quem realmente somos, que muitas vezes calamos essa voz que é quem nos diz o que devemos fazer. E, como já diz o ditado, se você não sabe para onde ir, o vento vai te levar para qualquer direção – e você pode não gostar de onde vai parar. Por isso é tão essencial conseguir responder uma pergunta: O que buscas? O que você quer? O que te faz feliz? Onde gostaria de estar agora? O que gostaria de estar fazendo agora? O impossível é somente uma questão de opinião – tudo era impossível, até que alguém foi lá e o tornou possível, então nesse momento, não se freie pensando nas dificuldades. Se há um desejo, há como realizá-lo.

Talvez o maior desafio da nossa geração seja mesmo descobrir o que amamos. O caminho é sem volta – não vamos mais nos conformar em viver uma vida medíocre, fazendo um trabalho que não significa nada para a gente, então precisamos nos esforçar para descobrir o que buscamos. O processo não é fácil – leva tempo, exige esforço, precisamos lidar com vários fantasmas no caminho, mas as respostas compensam. E há grandes chances de no final você concluir que gosta de fazer mais do que uma coisa, o que é totalmente normal. Essa também é uma característica da nossa geração – somos multifunções, gostamos de várias coisas, e não há problema algum nisso. O importante é focar em uma de cada vez, pois quem quer fazer tudo ao mesmo tempo, acaba não fazendo nada bem.

Então, esse é o recado de hoje: não se perca na busca, nem desista dela. Pare somente quando descobrir o que buscas, o que te alimenta de verdade. Será mesmo que esse trabalho que te prende 14 horas numa sala fechada te faz feliz? Será que homem que diz que te ama mas que te valoriza mesmo pela sua bunda, merece fazer parte da sua vida? Será que esse curso vale mesmo a pena somente por um diploma pendurado na parede? Será que vale a pena abdicar de um sonho porque seus pais não concordam com ele? Pra essas perguntas, não existe gabarito – só você poderá respondê-las verdadeiramente.

E quando você descobrir o que procura e soltar um grande foda-se para os padrões que o mundo inteiro tenta te convencer a seguir, você então vai descobrir que a vida é boa, que é bela, que pode ser o que você quiser. E aí então, você vai querer lamentar pelos dias perdidos na escuridão – faça-o, mas não perca muito tempo revivendo o passado. Agora você já sabe – o presente é bom (e curto) demais para isso.

Crédito da foto: Andre Wagner




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