Empreendedorismo

Quem é você? Se você respondeu a sua profissão, você está fazendo isso errado

Quem é você? Se ao ouvir essa pergunta você já se prepara para responder algo como: “publicitário”, “médico”, “gerente da empresa X”, estagiário da empresa Y”, “programador”, ou qualquer outra profissão, volte uma casa no tabuleiro e pense de novo. A pergunta não foi “qual é o seu rótulo?” e sim “quem é você?“.

Desde pequeno, somos programados para seguir as regras do sistema. Somos transformados em verdadeiros androides, porque sendo assim, serviremos melhor ao sistema. O que seria da nossa sociedade atual se todos se questionassem? Se todos parasse para pensar: “Pera aí, o que eu tô fazendo com a minha vida? Por que eu tenho que acordar na mesma hora, pegar meu carro, enfrentar horas de trânsito, bater ponto, ter uma hora de almoço, voltar para o trabalho, pegar trânsito de novo e chegar em casa tão exausto, que a única coisa que quero é comer algo, tomar um banho e assistir qualquer coisa na TV que não exija muito da minha mente?.” Se todos fizessem esse simples questionamento, o sistema entraria em colapso! Os interesses daqueles que dominam o sistema seriam totalmente corrompidos e a população deixaria de ceder suas vidas para fazer essa roda girar.

Se você respondeu a pergunta desse texto com a sua profissão, suas especializações, seu cargo, etc, saiba que você é apenas mais uma peça programada para funcionar segundo interesses alheios. Uma peça substituível. O sistema não está nem aí para quem você é de verdade, para seus valores, para seus propósitos. Eles querem máquinas. Querem robôs que não pensem. E você tem se saído muito bem nesse papel.

Para que você fique um pouco menos frustrado e não se rebele, existem os fins de semana – aqueles dois dias nos quais você tem uma breve chance de se permitir ser quem você é. De seguir suas vontades, pesquisar sobre os temas que gosta, estar com pessoas que te acrescentam, fazer as coisas que teu ser deseja. Só que depois de uma sequência de dias agindo como um android, leva um certo tempo para você perceber que tem a chance de fazer o que quer de verdade. E aí, quando começa a se acostumar com essa ideia, já é domingo de noite. Não é de se espantar que as noites de domingo sejam tão sofridas para a maioria das pessoas. Bate aquela depressão. A vinheta do Faustão é como um tiro no seu peito, a do Fantástico então, é como uma faca te dilacerando por dentro. Talvez você nem se dê conta, mas você sente isso porque no dia seguinte vai ter que vestir a máscara de novo. Vai ter que ser aquela pessoa que a sociedade espera. Vai ter que se maquiar, vestir a roupa arrumadinha, vai ter que se relacionar com pessoas que você não gosta somente por politicagem, vai ter que colocar um sorriso no rosto e fingir que está feliz com aquela vida medíocre.

O que ninguém vê, é que você está morrendo por dentro.

O sistema não quer que você pense sobre isso. Eles querem te manter super ocupado para que não sobre tempo de refletir, de se questionar. De casa pro trabalho, do trabalho pra pós, da pós pra cama. Não dá tempo, todas as suas horas estão sendo usadas para o benefício de outras pessoas – como sobraria tempo para você descobrir quem é você de verdade?

A nossa geração se acha muito livre, mas a verdade é que estão todos presos na corrida dos ratos, num mundo de ilusão. As pessoas acham incrível trabalhar 12 horas por dia, serem reconhecidas pelo seu trabalho, entregarem um cartão com um Dr. na frente ou com um cargo de nome difícil. Verdadeiros zumbis. Acham que a felicidade está no carro novo, no apartamento com varanda grill, na roupa de marca, nos seguidores no Instagram. No fim do dia, quando tiram essa armadura, o que sobra é um ser doente, vazio, depressivo. Um ser que não sabe qual o sentido da vida. Que não tem ideia do que está fazendo aqui. Que não se conhece, porque sempre foi o que esperavam que ele fosse.

E é aí que entram as distrações para curar a dor. Por que você acha que o Rivotril é o sétimo remédio mais vendido do Brasil? Não é por acaso que o medicamento virou febre entre as pessoas. É preciso esquecer os problemas de alguma maneira – e o Rivotril promete a paz em forma de pílulas ou gotas. Afinal, a droga faz parte da classe dos benzodiazepínicos: são medicamentos que afetam a mente e o humor de quem os consome, deixando essas pessoas mais calmas. As pessoas não têm ferramentas próprias para lidar com o vazio, simplesmente porque não se conhecem, não têm tempo para serem elas mesmas, para se questionar sobre o seu propósito, para parar de viver em piloto automático. E então precisam recorrer à drogas – dos mais diversos tipos – para entorpecer, para servir de muleta, para deixar a sensação de que a vida delas tem um pouco mais de sentido.

Todos precisamos trabalhar? Claro que sim. Estamos nesse momento vivendo num mundo material, precisamos de dinheiro para sobreviver. Mas cuidado para não vender sua alma. Para não perder sua identidade em troca de um rótulo. Existem milhares de formas alternativas de ganhar o seu sustento. Basta você se conhecer melhor, saber as coisas que gosta, conhecer seu propósito – se permitir não ser engolido por esse sistema que não está nem aí para quem você é de verdade. E que quer que você continue acreditando que você é a sua profissão.

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