História Nômade

Por que escolhemos viver nossa lua de mel ao redor do mundo

Hoje trazemos para o nosso quadro História Nômade uma viagem que é mais do que uma viagem. A lua de mel de Bruna e Filipe virou um projeto sem fim, como o amor deve ser. E até agora, após quatro meses na estrada, o caminho tem sido feito de luz.

Conheça o Lua de Mundo e inspire-se:

Depois de muita sintonia entre nós e algumas viagens, começamos a pensar em como apenas 30 dias de férias por ano era muito pouco para tudo o que gostaríamos de viver e conhecer. Foi aí que descobrimos que existiam tantas pessoas e casais que estavam mochilando pelo mundo, conhecendo tanta coisa com tão pouco.

No começo parecia utopia, um sonho quase impossível de se realizar, por causa da grana que teríamos que ter. Mesmo sendo pouco, ainda não tínhamos o suficiente guardado e algumas condições ainda nos prendiam no Brasil, como a faculdade e o trabalho.

Como faríamos isso acontecer? Como iríamos conseguir guardar dinheiro e planejar uma viagem desse porte em meio a nossa realidade?  Ainda não sabíamos, só tínhamos a certeza que realizaríamos isso algum dia.

Então estabelecemos 3 anos para fazer acontecer. Na época não ganhávamos o suficiente para tudo o que precisaríamos guardar. Mesmo parecendo impossível, nunca desistimos, e foi não desistir e acreditar que fez o universo conspirar a nosso favor e gerar mudanças nas nossas vidas, novo emprego, cargo melhor e alguns trabalhos extras que ajudaram nosso projeto ganhar forma.

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Decidimos partir por muitas questões, sair da zona de conforto era uma delas. Sempre sonhamos com esse novo lugar chamado mundo. Interagir com culturas e conhecer lindos lugares sempre nos fascinou. Estávamos saturados da rotina em São Paulo, enlouquecidos em passar mais de 2 horas em um transporte público para trabalhar. Estávamos insatisfeitos, mesmo estando em uma situação financeira em ordem e com saúde. Era coisa de sonho mesmo, de uma busca por algo maior.

Queríamos fazer uma viagem tranquila, que nos agregasse conhecimento e cultura e que pudéssemos conhecer a essência de cada canto e povo por que passássemos. Foi ai que conhecemos o Couchsurfing e o Workaway, além de conhecer pessoas que usavam a carona na beira da estrada como aliada para economizar uma boa grana.

A ideia do projeto Lua de Mundo surgiu quando resolvemos que nos casaríamos antes de viajar, já que sempre sonhamos em celebrar nosso casamento. Resolvemos que a viagem então se tornaria nossa lua de mel, em uma slow travel, sem prazo pra voltar, conhecendo cada pedacinho de cada lugar em sua plenitude, com calma, sem ter que nos apegar a datas e prazos para chegar e sair.

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Nos dedicamos com muito amor a cada detalhe dessa loucura chamada sonho, que sempre  existiu em nós, mesmo quando ainda não nos conhecíamos. A certeza que temos hoje é de que tudo valeu a pena, cada passeio, viagem, roupas que deixamos de fazer e comprar para conseguimos recursos para realizarmos esse projeto maravilhoso de vida. Não somos o primeiro e nem seremos o último casal a “largar tudo” em busca desse sonho que se tornou tão comum nos feeds de notícia dos portais alternativos. Parece que caiu no gosto dos aventureiros, sejam jovens ou não, a gana e a vontade de viver um pouco, sem implorar pelo próximo fim de semana, afinal, em uma viagem como essa não há fim de semana, quando todos os dias tem gostinho de sábado.

Acreditamos que todos deveriam viver algo incrível na vida pela primeira vez, conhecer outras culturas e sair da bolha que se chama zona de conforto. Talvez assim o mundo fosse um lugar mais pacífico, sem guerras, onde todos se respeitassem e soubessem lidar com as diferenças, pois são elas que nos tornam únicos e especiais.

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Viajar é viver, é se transformar, se reinventar a cada descoberta. É se reafirmar, quebrar paradigmas, estereótipos, abraçar as diferenças, aprender a conviver com elas. É desejar tudo de  novo e no fim só sentir o gosto da saudade. Viajar nos aproxima da nossa essência, nos faz feliz a cada piscar de olhos, nos motiva a sorrir e nos mostra como somos pequenos diante do mundo.

É isso que estamos vivendo há 5 meses, com a certeza de que estamos encontrando o que viemos buscar. Nosso propósito esta sendo conhecer mais de um país do que conhecer mais países, afinal, Argentina não é só Buenos Aires, assim como um Baiano não é como um Catarinense. Fotografamos e filmamos nosso dia a dia para que possamos nos recordar e, é claro, inspirar outras pessoas a seguirem seus sonhos.

Percebemos muito mais nossos limites, vimos onde podemos chegar como pessoas e como um casal nas dificuldades que uma viagem de baixo custo exige. Fugimos daquela rotina que nos adoecia em São Paulo, sentimos na pele o que saudade da família significa, descobrimos quem são os amigos pra vida toda e vimos como o mundo pode ser tão diferente e ao mesmo tempo tão igual.

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Vivemos com pouco e nunca fomos tão felizes com as pequenas coisas. Ter apenas algumas peças de roupa pra trocar nos mostrou que não devemos nos importar com o que a sociedade tem a dizer sobre isso. Perdemos diversas vezes o fôlego a cada esquina, a cada cume de montanha alcançado, a cada praia ou lago que nos banhamos. Nos unimos muito mais, acima de tudo como parceiros da vida, na alegria e nos perrengues, vivendo um dia de cada vez, em uma lua de mel nada convencional, desfrutando de um eterno sábado cheio de aprendizados, mostrando pra gente que a vida não tem regras  e que o viver é tão passageiro para se perder em coisas que não nos fazem plenos.

Agora acordamos quase todos os dias em uma cama diferente, em uma casa nova, em outra cidade, com um sentimento distinto na cabeça e no coração. Deixamos alguns hábitos para trás e adaptamos algumas situações à nossa nova realidade de viver na estrada. Tentamos cozinhar o máximo que podemos, e sim, passamos muita vontade de comer delícias por aí. Cada cidade é diferente, cada lugar tem sua gastronomia, mas infelizmente não podemos torrar toda grana com comida na rua. Nos conscientizamos de que prioridades, agora mais do que nunca, são importantíssimas.

Sentimos choque cultural, aprendemos que em uma cama de solteiro onde dorme um, dormem dois, passamos frio, muito calor, choramos, caímos na real. Saímos de casa com 12 camisetas, hoje usamos 5 em média e estamos na busca de onde deixar essas 7 pelo caminho.

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Nosso filme preferido é ver ao vivo as paisagens que andam nos tirando o fôlego e nos emocionando tanto. Estar nos lugares que antes víamos apenas pela tela do computador no escritório nos faz ter certeza de que fizemos a escolha certa.

Aprendemos a valorizar pequenas coisas, que antes não dávamos tanta importância.

Muitas vezes nossa rotina nômade é incrível, mas por vezes é exaustivo e duro. Nossa casa agora é onde estamos, nosso guarda roupas fica em nossas costas e se fazer confortável em qualquer lugar é nosso lema.

As incertezas às vezes nos abalam emocionalmente, mas o que é certo na vida, que não a morte? Afinal, escolhemos viver assim, nos arriscar, sentir cada dia como deve ser, aprender a enfrentar nossas limitações, encarar as diferenças do mundo com a alegria que só nós brasileiros temos.

E o melhor de cada lugar são as pessoas que conhecemos, viajantes que, como nós, foram em busca de algo a mais que não estavam encontrando em suas vidas.

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Cada dia que passa torcemos para ter sabedoria o suficiente para enfrentarmos os novos desafios. E se a viagem acabasse agora, já estaríamos incrivelmente gratos por tudo o que vimos e aprendemos.

A estrada dá tudo o que um viajante precisa: vivências.

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Todas as fotos © Lua de Mundo

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Você pode seguir a aventura da Bruna e do Filipe no Facebook, Instagram ou no canal do YouTube.

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