Empreendedorismo

O que é liberdade pra você?

Fico até um pouco assim ao escrever sobre liberdade, porque esta palavra, para mim, tem uma dimensão bem mais intergaláctica do que é compreensível para muita gente. Posso me passar, mas pra mim liberdade não é um troço comum do tipo que assola casais ciumentos, que discutem fervorosamente com o cônjuge sobre a ida à balada com as amigas. Isso, para mim, é praxe. Nem se questiona.

Talvez esta seja a palavra mais importante do meu vocabulário. Tudo o que eu mais busquei ao longo da vida. O significado da minha existência. Quiçá a única palavra na minha lápide. A tatuagem putrificada que restaria da minha pele após a decomposição, o único resquício de mim. A energia singular que talvez permaneça. FREEDOM. LIBERTÉ. LIBERTAD. LLIBERTAT. ΕΛΕΥΘΕΡΙΑ. O único vocábulo que talvez eu saiba em tantas línguas.

Eu desejo completa liberdade de outrem, no sentido de ser plena, autossuficiente. Ao mesmo tempo ter a capacidade de vestir os sapatos do outro e compreendê-lo em toda compaixão e glória, em todo o seu mix divino e humano. E amar.

Eu quero liberdade geográfica, no sentido da inexistência de fronteiras, vistos, passaportes, cidadanias. Eu quero teletransporte. Telepatia. Ir e vir conforme meus gostos mais sutis.

Eu almejo liberdade total de expressão, no sentido de poder extravasar exatamente aquilo que sou, como sou, no momento que sou.

Eu ambiciono liberdade material, ser em tanta abundância que o ter se torne totalmente irrelevante.

Eu desejo liberdade até de mim mesma e todas as minhas limitações mundanas: meu ego, meus apegos, minhas dores e crenças ultrapassadas. Liberdade dos meus limites físicos, incapacidades, delimitações. Eu desejo ser tudo, estar em tudo. Quero conter o universo e estar contida nele. Zero limites entre o eu e o sagrado. Ser pura luz de consciência. Eu quero rir gargalhadas frescas de liberdade: pura vibração genuína de amor sem fim. Eu quero ter Deus tão presente em todas as minhas células a ponto de questionar sua existência ou simplesmente nunca nem pensar no assunto. Usando chavões insubstituíveis que eu amo, já dizia Clarice:

“Liberdade é pouco. O que eu quero ainda não tem nome”.

ass-alana

Você pode descobrir melhor o trabalho de Alana “Recalculando a Rota“.

Fotos © Moritz Aust

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