Empreendedorismo

Dizer que a busca pela felicidade é uma farsa é uma grande farsa

foto: Cris Schmidt, do ContinueCurioso.

Talvez uma das melhores – e também mais desafiadoras – coisas da internet é que ela permite respostas rápidas, e que ela dá espaço para todos os tipos de opinião, diferente de outras mídias como a TV, por exemplo, onde alguém fala e o telespectador apenas engole o que foi dito. A internet é esse campo vasto e democrático onde qualquer pessoa pode ter voz. Por isso mesmo ela é a responsável por tantas revoluções.

Nesses últimos tempos, tem havido na web uma discussão sobre o conceito de felicidade. De um lado, os que acreditam que é sim possível ser feliz e buscar os seus sonhos. Do outro lado, os que acreditam que a busca pela felicidade é uma farsa e uma armadilha. Como eu disse no início do texto, ainda bem que existe espaço para opiniões diferentes, porque se todo mundo gostasse de praia, o que seria da montanha?

Aqui no Nômades Digitais somos totalmente parciais nesse sentido. Isso mesmo. Defendemos que cada pessoa tem sim o poder de conquistar os seus sonhos. E defendemos essa bandeira com tanta intensidade, porque somos exemplos vivos disso. Desde que deixamos de ser mais o que a sociedade espera da gente, para sermos mais o que somos de verdade, a vida tem sido muito melhor. E também nos cercamos de referências de pessoas que foram pelo mesmo caminho e garantem que não se arrependem nem um pouco. Por isso, como a internet é um lugar democrático, fazemos questão de compartilhar essa visão com quem se interessa pelo assunto. É diferente de querer impor um estilo de vida. É apenas compartilhar as possibilidades de um estilo de vida com quem se interessa por ele.

Por isso, fizemos uma compilação de alguns argumentos que tem surgido contra esse pensamento, e vamos dizer o porque não acreditamos neles:

1) (do texto: http://www.oene.com.br/nao-se-ache-muito-melhor-porque-voce-ganha-vida-com-o-que-gosta/)

“O mantra do “Faça o que você ama” (DWYL, no acrônimo em inglês) se dirige a uma certa elite econômica, que passa por Steve Jobs, os alunos de Stanford e alguns publicitários/designers/jornalistas trendsetters assistindo o vídeo sobre a Geração Y, que acham ali uma justificativa para não aceitar ordens ou se acostumar a uma rotina.”

Um dos principais argumentos usados por pessoas que não acreditam que é possível trabalhar com o que se gosta e ganhar dinheiro com isso, é que essa é uma realidade possível apenas para pessoas ricas. Ao usar esse argumento, estamos automaticamente dizendo que um grupo de pessoas é melhor do que outro grupo. Veja bem, não estamos sendo hipócritas e dizendo que as pessoas nascem com oportunidades iguais na vida. Infelizmente não. Mas dizer que alguém que não pertence a “Elite econômica” não pode trabalhar com o que ama, é rebaixar essas pessoas e ignorar o fato de que todo mundo tem um chamado pessoal, e que todas as pessoas gostam de alguma coisa e são bons nessa coisa, e portanto, poderiam transformar essa habilidade em trabalho.

Andando por diferentes lugares, acabamos conhecendo muitas pessoas. Uma delas, que conhecemos recentemente, exemplifica bem esse caso: João nasceu uma numa família pobre e sempre ralou na vida para conquistar o que queria. Há 10 anos, abriu uma barraquinha de hot-dog. Hoje, essa barraca cresceu e é um point na madrugada nas ruas de Florianópolis. Cada hot dog custa 10 reais – porque de fato é um hot dog gigante, com recheios criativos, e muito bem preparado. Ele nos contou que vende uma média de 250 hotdogs por noite.  O custo dele são os ingredientes e o salário do seu assistente. O resto vai para ele. Façamos as contas: 250 x 10 = R$ 2.500,00 por noite. 2.500 x 22 dias úteis = R$ 55.000,00. Vamos chutar alto e falar que ele tem um custo de 50% no negócio, sendo R$ 27.500,00 por mês de lucro líquido. Vendendo hot-dog. João tem uma vida bem tranqüila hoje, nos garantiu. Ele visualizou uma oportunidade, trabalhou muito, enfrentou situações difíceis, e hoje colhe os frutos. E não, João não é rico – nem publicitário/designer nem jornalista trendsetter. Ele poderia estar trabalhando em uma fábrica ou empresa qualquer. Mas hoje seu escritório é de frente para uma praia linda em Floripa. Ele trabalha somente de noite, e durante o dia, pode ficar com os filhos. No final do mês, ganha um bom dinheiro que o permite ter uma vida confortável. Talvez até melhor do que a vida de muitos executivos de São Paulo. Então quer dizer, se dissessem para João parar de seguir seu sonho porque ele não nasceu numa elite econômica, teria sido justo?

E o que fazemos com as milhares de pessoas que nasceram sem oportunidades e conseguiram realizar seus sonhos? Outro exemplo é o brasileiro Roberto Vascon, dono de uma renomada marca de bolsas usadas por Oprah Winfrey e Beyoncé, que começou sua carreira morando nos bancos do Central Park, em Nova York, na década de 80. Esse mineiro da cidade de Raposos veio de uma família pobre, e que, pra tentar uma vida um pouco melhor, foi para o Rio de Janeiro ainda adolescente. Lá passou fome e conseguiu lavar carros para ganhar alguns trocados, até que um dia chegou o carro do Cazuza para lavar, e em vez do serviço, Cazuza ofereceu um almoço para Roberto. Dessa amizade surgiu a oportunidade de trabalhar numa loja de roupas. Mas seu sonho era conhecer o mundo, e então juntou um dinheiro e pegou um voo para Nova York. Chegando lá, sem escolaridade e sem falar inglês, foi ‘morar’ em um banco do Central Park por 4 meses, onde aprendeu inglês com uma outra moradora de rua com quem criou uma amizade. Mas quando estava prestes a desistir de tudo, teve um sonho, onde, segundo ele, havia pássaros voando e se transformando em bolsas com asas. Esse foi o sinal que ele precisava: pegou 90 dólares que tinha ganho trabalhando numa delicatéssen, comprou agulhas, couro e linhas e fez manualmente 12 bolsas. Expôs suas bolsas no Central Park e, coincidência ou não, sua primeira cliente foi nada menos que Nancy Harris, editora de moda no The New York Times, que comprou todas as bolsas e fez uma reportagem falando do talento e da história do brasileiro. O sucesso lhe rendeu uma pequena fortuna, mas não o deixou sossegado. Em certo momento, ele largou tudo, vendeu as lojas que já tinha, e foi conhecer o mundo, passando por mais de 100 países, e ajudando financeiramente a todos que podia, ficando pobre de novo. Recomeçou, fez o mesmo processo novamente, e conquistou NY pela segunda vez, e agora quer trazer suas bolsas para o Brasil. Lançou o livro “Nas Asas de Um Sonho” onde conta com mais detalhes sua cativante história.

Ou seja – esse argumento de que buscar os seus sonhos é somente para pessoas ricas é injusto. Todos nós podemos independente da classe social. Quem veio de uma classe social mais baixa com certeza vai ter que se esforçar mais, mas quem tem um sonho e corre atrás dele durante cada segundo de sua vida, chega lá. Não tem como. E a regra é a mesma tanto para quem nasceu com mais ou menos sorte.

2) do texto:  http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-razoes-pelas-quais-o-faca-o-que-ama-nao-e-uma-solucao?page=3

“Porque a gente precisa ser feliz com o trabalho que a gente faz? Porque não pode sofrer com as contradições?” Segundo ela, o grande problema da narrativa do “ame o que você faz” é que ela está vinculada a um discurso de felicidade que é “estar no topo da montanha russa o tempo inteiro”. Como se uma vida normal, cotidiana, rotineira não pudesse ser uma vida de satisfação. Tudo isso torna esse cenário preocupante.”

Acreditamos que precisamos estar feliz com o trabalho que fazemos porque passamos mais tempo nas nossas vidas trabalhando do que fazendo outras coisas. Vamos pensar: o dia tem 24h. Se passamos em média 2h do dia com cuidados pessoais (tomar banho, escovar os dentes, se maquiar, fazer a barba, etc), 2h nos locomovendo (indo e voltando do trabalho, indo ao mercado, buscando o filho na escola, etc), mais 2h nos alimentando (café, almoço, janta, lanche). Depois passamos em média 2h resolvendo pepinos da vida ou fazendo obrigações cotidianas que existem para todos (pagar conta, limpar a casa, ir ao médico, dentre diversas outras), e mais 7h dormindo isso dá um total de 15 horas. Depois, vem as 8h médias de trabalho, totalizando 23h do seu dia. O que sobra, na média,  no final para você fazer o que realmente quer? 1h. Isso se tudo der certo e se você não precisar gastar essa hora com qualquer outra eventualidade. É por isso que é tão comum encontrar pessoas que só são felizes nos finais de semana ou férias. Pessoas que vivem esperando ansiosamente por esses momentos, que é quando elas podem ser realmente quem são.

E é por isso que defendemos a bandeira de trabalhar com algo que você gosta. Isso não significa que você precisa necessariamente ser um empreendedor – você pode estar muito feliz em alguma função com carteira assinada, e isso é ótimo. Continue assim. Mas a grande maioria das pessoas gasta essas preciosas 8 horas fazendo uma função que definitivamente não significa nada para elas. E isso é um desperdício, porque a vida é muito curta sim, por mais que pareça ser clichê. Passamos a vida toda achando que somos imortais, até o dia em que uma doença grave nos atinge ou, se tudo der certo, até o dia em que percebemos que envelhecemos e que passamos boa parte da nossa juventude gastando nossa vitalidade em algo que não significou nada, apenas dinheiro. E esse dinheiro poderia ter sido ganho fazendo algo que unisse satisfação, e assim aquelas 8h diárias de trabalho teriam sido mais leves.

Outra coisa: trabalhar com algo que você gosta, não é garantia de felicidade, é claro. E nem de uma vida muito mais calma e com menos stress. A felicidade está do lado de dentro. A felicidade é uma soma de bons momentos. De momentos nos quais você se sentiu vivo, inspirado, grato. O trabalho dos seus sonhos não pode te garantir isso, porque a mudança tem que vir de dentro. Nem o lugar onde você está – você pode estar comendo uma massa artesanal na Itália de frente para uma montanha verde com um sol maravilhoso, e se sentir entediado ou stressado. Por isso, dizemos que a felicidade é algo que vem de dentro.

Apesar disso, existem alguns facilitadores que nos ajudam a chegar lá, e com certeza ter um trabalho com significado para você (seja ele qual for) é um facilitador nesse processo. Se o trabalho te proporciona bons momentos, te faz sentir grato, te faz sentir útil, realizado, valorizado, dentre outros, então definitivamente ele vai te fazer sentir muito melhor do que se você estivesse gastando essas mesmas 8 horas trabalhando num lugar onde você odeia, cercado de pessoas que não te inspiram, ouvindo ordens de um chefe que nem sabe seu nome, e executando uma função que você detesta.

3.( do texto:  http://www.oene.com.br/nao-se-ache-muito-melhor-porque-voce-ganha-vida-com-o-que-gosta/)

Ao alimentarmos a fantasia de que há o “emprego dos sonhos”, podemos estar transformando pessoas que até outra hora estavam satisfeitas em frustrados. Pessoas importantes para a sociedade, que desempenham funções que você possivelmente não estaria disposto. É legal que todos queiram ter seu próprio site, queiram ganhar dinheiro com seu livro de fantasia ou com uma ONG, mas quando falamos que o Brasil tem um “apagão de mão-de-obra qualificada” estamos falando, para começar, em caminhoneiros (130 mil vagas) e reparadores automotivos (90 mil). Se todos forem “em busca dos seus sonhos”, quem vai manter o país funcionando?

A ignorância não é a solução. Quer dizer que não podemos espalhar o conhecimento para essas pessoas que “até outra hora estavam satisfeitas” porque parte delas vão perceber o quanto estão desperdiçando as horas das suas vidas fazendo algo que não gostam, e provavelmente vão se mover para ir correr atrás de um sonho. Essas pessoas precisam ficar debaixo do manto da ignorância para não se rebelarem? Essas pessoas não merecem saber que existem sim outros estilos alternativos de vida caso elas não estejam satisfeitas com o rumo que têm dado para suas vidas? O objetivo não é convencer pessoas, mas apontar a existência de outras possibilidades de escolha, que talvez elas não conheçam.

O conhecimento liberta e por isso as pessoas o temem tanto. Quando defendemos que é sim possível ir atrás de um estilo de vida alternativo visando fazer coisas que te realizem mais, não queremos dizer que todo mundo precisa seguir essa trilha. Tem pessoas que estão totalmente felizes com seus empregos das 9h-17h, que se sentem seguros com a estabilidade da carteira assinada, que se sentem super bem trabalhando num escritório bonito e que pegar uma hora de trânsito todo dia é consequência natural de morar em uma grande cidade. Não há problema algum nisso. Pelo contrário – se elas se sentem bem fazendo isso, ótimo, keep going. Se elas estão felizes dessa forma, nem vai se interessar por esse tipo de conteúdo. Estamos falando com outras pessoas.  Até porque se estamos propondo modos alternativos de vida em busca de mais realização, não faria sentido algum motivar pessoas que já se sente realizadas a trocarem de caminho. Não é essa a ideia. Estamos falando com pessoas que não estão satisfeitas em trabalhar onde trabalham, em fazer o que fazem, em morar onde moram, e que muitas vezes se sentem perdidas sem saber  como trocar de rota e também desmotivados pelo discurso social comum que diz que é isso mesmo: “ser feliz é bobeira, e passar a vida inteira fazendo algo que você não gosta é normal – afinal nossos pais viveram assim. Acostume-se com isso. Toma aqui um BBB, uma novela e um futebol para você se distrair e não ter tempo para pensar nisso.” Estamos falando com as pessoas que estão frustradas em seu caminho de vida/trabalho, e queremos mostrar que se tanta gente já conseguiu mudar de vida, então elas também podem. Desencorajar essas pessoas que sentem esse chamado e que estão em busca de outros caminhos, não seria justo.

4) (do texto: http://contente.vc/blog/a-armadilha-do-faca-o-que-voce-ama/)

“O problema é que o que circula são sempre os casos bem sucedidos. De quem pediu demissão e inventou um negócio bem sucedido. De quem nunca trabalhou em uma firma e vive de frila, rodando o mundo enquanto escreve uma ou outra matéria. Mas o que eu sempre me pergunto é: quem pode, efetivamente fazer isso? Eu acho restrito, ingênuo e glamourizado. Porque amar o que você faz sempre vem acompanhado de ter dinheiro, morar em uma cidade incrível e cara e ser bem-sucedido. É um discurso de felicidade que, além de irreal pra maioria das pessoas, que não vivem de trabalhos criativos que podem ser feitos fora de uma empresa, traz um modelo de felicidade hermético.”

Como já dissemos acima, acreditamos que felicidade não tem a ver com questões externas. Felicidade está no lado de dentro. Felicidade é estar onde você gostaria de estar, fazendo o que você gostaria de fazer, se sentindo grato por isso, e reconhecer que a vida é um presente, já que podemos criar a realidade que desejamos através nosso esforço diário. Você pode ter milhões no banco e se sentir um verdadeiro merda, ao passo que um pescador numa vila no interior que só come o que conseguir pescar, pode estar totalmente grato e satisfeito.

Por isso defendemos que fazer o que você gosta, que atender os seus chamados pessoais, é um facilitador na busca – não é garantia de nada. E ir atrás dos seus sonhos não é glamour – exige muita correria, muita dedicação, muita dor para sair da zona de conforto. Como disse Fred Mattos, nesse outro texto, “a felicidade é o território desconhecido por excelência. Não oferece garantia, refresco imediato, além demanda mais esforço que o sofrimento. Para sofrer basta ficar parado e passivo e reagindo como sempre, já a felicidade carece de movimentação constante e da capacidade de suportar uma dose grande de incerteza.”

Isso quer dizer que esses grandes feitos, mencionados acima, não começaram grande. Ninguém abandona o emprego de um dia para o outro sem ter planos (pelo menos não deveria). Ninguém muda de cidade sem ter ideia de onde ir. Esse tipo de decisão é construída. Primeiro a pessoa percebe que não gosta do que faz, que não está se sentido motivada, que poderia ser muito melhor desempenhando outra função, que acharia a vida bem mais divertida se pudesse fazer aquilo que realmente gosta, que se sentiria mais feliz podendo ter mais tempo para passar com os filhos, etc. Todos esses raciocínios levam a um outro passo, pequeno também. Bolar um plano, juntar dinheiro, buscar referências, e ir construindo uma nova realidade dia após dia. As coisas na vida acontecem progressivamente, aos poucos. Mas é claro que o que sai na mídia são as atitudes mais “grandiosas”, porque é assim que as histórias são contadas. Mas basta investigar um pouco para saber que toda ação grandiosa não foi grandiosa um dia. Ela começou pequena e foi sendo alimentada.

Se inspirar nessas histórias pode ser um motivador para dar um primeiro passo. Assim, as pessoas percebem que se outras pessoas conseguiram, elas também podem, e adaptam o discurso para a sua realidade. Colocar esses exemplos grandiosos é apenas uma forma de contar história. É como no cinema – o que você busca quando assiste um filme? Uma história comum ou uma história grandiosa? Provavelmente  a segunda opção. Por isso essas histórias são as que ganham mais destaque na mídia. Na hora de coletar referências positivas para a sua vida, é preciso pesquisar a fundo como essas histórias foram construídas e  adaptar os aprendizados para a sua realidade, e se inspirar com o que faz sentido para você.

5) (do texto:  http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-razoes-pelas-quais-o-faca-o-que-ama-nao-e-uma-solucao?page=4)

“Essa busca da felicidade fica muito focada no individuo”, lamenta Bárbara. O que deveria estar em jogo, na verdade, é uma solução que fosse boa para todos, algo que pudesse melhorar o trabalho coletivamente”.

Vamos rebater esse argumento começando com uma frase icônica de Mahatma Ghandi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo.” Tentar solucionar problemas macro é uma grande armadilha, porque a tarefa se torna muito difícil e, consequentemente, desmotivadora. Já imaginou se parássemos a nossa vida porque as pessoas estão passando fome na África? É uma ideia linda e romântica, mas inviável para a maioria de nós. Precisamos começar as mudanças em pequena escala, do micro para o macro. Em vez de gastarmos tempo e energia tentando resolver um problema social que foge do nosso controle, que tal se começarmos pela nossa vida, que está em nossas mãos? Se todo mundo cuidar da sua vida, fizer o seu melhor, focar no que sabe fazer de bom, automaticamente o mundo vai se tornar um lugar melhor, e assim as mudanças sociais começam a acontecer. Achar que o caminho é o inverso é perigoso. É como colocar na sua vida uma meta impossível de cumprir, ex: você quer emagrecer e coloca uma meta de perder 30kg no mês. As chances de você não conseguir e se desmotivar são gigantescas. Mas se você estabelece uma meta de perder 3kg por mês, então os resultados vão surgindo e você se motiva a emagrecer cada dia mais.

Por isso, dizer que precisamos começar a mudança pensando em algo que seja bom para todo mundo e que influencie a vida de todas as pessoas num geral, é a forma mais fácil de desmotivar as pessoas a se mover. Se todo mundo olhar a sua própria realidade e fazer dela o melhor, então automaticamente o todo estará sendo beneficiado.

Já ouviu aquele ditado que diz que devemos torcer pela felicidade alheia porque gente feliz não enche o saco? Então. É mais ou menos isso que queremos dizer.

ass-jaqueme




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