Empreendedorismo

Crenças: porque você precisa abandonar algumas delas para conseguir realizar seus sonhos

Desde que sai do meu emprego tradicional para me aventurar na vida de empreendedora, muitas pessoas tem me procurado, me chamando para conversas, querendo saber mais sobre o meu movimento. Tenho respondido com um grande sim a todos os convites para almoços, cafés da manhã e cervejas no bar. E cada conversa tem sido de uma riqueza e de um aprendizado grandioso, e, acredito eu, para ambas as partes interlocutoras desses diálogos recheados de emoção. Acho que pelo fato de eu estar muito plena na minha escolha e em total contato com a minha essência, tenho me conectado mais facilmente às pessoas.

Estamos num período de transição de valores da nossa Era e quando certos paradigmas começam a ser rompidos, é natural que as pessoas comecem a eleger alguns exemplos, heróis da vida comum, que nos inspiram ao contar suas histórias e que nos mostram que aquilo que ansiamos, valorizamos e queremos para si é possível. Tenho ficado muito honrada e orgulhosa de que muitas pessoas queridas tenham me elegido para esse papel que eu, humilde e nobremente, tenho tentado exercer.

Durante a minha trajetória, tive e tenho muitos heróis da vida comum. Pessoas que ao longo da caminhada, foram juntando seus pedaços, ganhando inteireza sobre si mesmas e resgatando dentro de si a coragem para pilotar o avião de suas vidas. Essas pessoas foram extremamente importantes para mim, me inspirando em todos os sentidos, me incomodando a respeito da forma que eu estava levando a minha vida e me mostrando que o mundo é grande e generoso e que os caminhos que existem para termos uma existência plena e feliz são infinitos.

Mas esses mesmos heróis, em vários momentos, me faziam entrar em contato com uma série de medos e angústias minhas. Eu me questionava o tempo inteiro:Como eles conseguiram fazer esse movimento? Será que um dia eu vou conseguir? Será que eu sou capaz? Será que tenho as competências necessárias? O que vai acontecer comigo quando eu sair da minha empresa?”

Esse medo, que muitas vezes habitou o meu coração, estava lá, nos olhos do meu interlocutor, que brilhavam de admiração mas que também eram a janela da alma que revelava todas as crenças limitantes da pessoa que estava sentada do outro lado da mesa.

Crenças! Pressupostos que sustentamos como verdades absolutas, que estão tão enraizadas dentro de você que dificilmente percebe-se que ela está lá, sussurrando no seu ouvido verdades mentirosas.

Nossas crenças são criadas em nossa infância quando nossas mentes absorvem tudo à sua volta, nesse período somos uma esponja! Entre as idades de dois a sete anos, nós desenvolvemos fortemente a imaginação e as emoções, mas ainda não desenvolvemos a nossa capacidade cognitiva de pensar de maneira lógica. Dessa forma, sem apoio da cognição, nós formulamos nossas crenças pessoais a partir das experiências emocionais e adotamos certas crenças sem questioná-las.

Acreditamos nelas e nem sabemos porque! E é justamente lá que todos os seus medos e inseguranças moram, alimentados diariamente por mentiras que você contou a si mesmo.

Lembre-se daquela vez que você conversou, leu, ou assistiu alguém falando sobre o seu movimento de começar um negócio. Talvez o pensamento “Eu não sou capaz de empreender um negócio sozinho” tenha passado na sua cabeça! Voilá! Crença! Você acredita que não é capaz de empreender algo sozinho por que, muito provavelmente, num passado muito remoto, lá na sua infância, você teve uma experiência de não capacidade. Pronto, aquela experiência grudou em você como chiclete no cabelo e te limitou em vários momentos da sua vida e você nem percebeu.

A boa notícia é que somos donos de nós mesmos e, assim como em nossos corpos e nossas carreiras, também podemos ter controle sobre os nossos pensamentos. Quando reconhecemos uma crença que nos limita, temos o poder de mudá-la e isso pode transformar nossa vida. Quer saber como identificar uma crença limitante? O exercício abaixo vai te ajudar nesse processo (o seguinte exercício foi extraído da metodologia de auto-investigação “O Trabalho” de Byron Katie):

Eleja um acontecimento: Escolha um acontecimento da sua vida onde você sentiu algum tipo de desconforto ou frustração (conflito com algum familiar ou colega de trabalho, perda de emprego, crise financeira, termino de relacionamento, etc).

Ative o seu observador interno: Retorne para aquele acontecimento como se estivesse vivendo-o novamente e observe-se. O que o seu corpo está sentindo no momento? Quais são as sensações físicas que aparecem (nó na garganta, dor de estômago, tensão nas costas, mãos suadas?) E tenho vontade de explodir ou de me recolher? Gritar ou chorar?

Identifique os seus sentimentos: A partir das manifestações do seu corpo, você é capaz de identificar os sentimentos que estão relacionados a essas reações. O que eu sinto nesse momento? Tristeza, raiva, inveja, medo, remorso, ciúmes, conformismo?

Identifique os seus pensamentos: Note que além dos sentimentos que surgem e das reações que o seu corpo manifesta, pensamentos também passam pela sua mente. Normalmente esses pensamentos são de julgamento, de se culpar/de vergonha ou de culpar aos outros. Não se segure. O ego cria esses pensamentos para protegê-lo. Seus pensamentos são a chave para identificar seus medos e por conseqüência, as suas crenças que te limitam.
Identifique os seus medos: Para reconhecer os seus medos, você precisa dar nome a eles, trazê-los a consciência, pois apenas dessa forma poderá gerenciá-los.

Identifique suas necessidades: Se você identificou os medos que estavam por trás daquela situação que você elegeu, provavelmente rastreou alguma necessidade não satisfeita. Reflita novamente e questione-se quais são as suas necessidades não atendidas.

Identifique suas crenças: Todos os seus medos estão baseados em suas crenças conscientes e inconscientes relacionadas a satisfação das suas necessidades. Nesse momento você é capaz de identificar aquela crença que te paralisou, te frustrou, que te impediu de realizar algo.

Qual foi essa crença?
Qual a necessidade não atendida?
Ela é um padrão em sua vida?
O que poderia acontecer com você caso você deixasse de acreditar nisso?

Você pode usar esse exercício para trabalhar qualquer medo irracional que você tenha, principalmente o medo de mudar de carreira.

Observe que, tomando consciência da crença que te limita, você pode gerenciá-la. O medo continua a existir, mas agora você tem controle sobre ele. E convenhamos, é muito melhor controlar nossos medos do que deixar que eles nos controlem, não é mesmo?

assinatura_Larissa

Para saber mais, acesse.

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