Viagem

Conheça o museu dos ex-relacionamentos na Croácia

Uma garrafa vazia de uísque, um par de seios falsos, um machado, uma torradeira e uma pilha de revistas Playboy. Estes são alguns dos artefatos exibidos no ‘Museu dos Ex-relacionamentos’, um projeto que coleta e exibe os destroços de façanhas românticas que falharam. O museu tem duas sedes, a original fica em Zagreb, na Croácia, e a segunda fica em Los Angeles, EUA.

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O museu foi ideia de Olinka Vistica e Drazen Grubisic, dois artistas croatas que terminaram um relacionamento e não conseguiam decidir o que fazer com os itens que haviam adquirido durante o namoro de quatro anos. Eles brincaram sobre a possibilidade de abrir um museu, mas não levaram isso a sério até que três anos depois, Drazen procurou Olinka para dar andamento ao projeto.

Eles pediram aos amigos para doar itens deixados para trás nos términos de seus namoros e uma coleção nasceu.

A coleção foi exibida em público pela primeira vez em 2006. Nos anos que se seguiram, o acervo saiu em turnê mundial em mais de vinte países – da Argentina para as Filipinas, da África do Sul ao Reino Unido. Ao longo do caminho novos itens foram sendo doados pelo público e a coleção foi crescendo.

Em 2010, o museu encontrou um lar permanente: um pequeno apartamento em Zagreb, Croácia. Seis anos mais tarde, eles encontraram uma segunda casa em Los Angeles.

Cada objeto do museu está exposto acompanhado de sua história. Leia o que está escrito junto ao machado:

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Ela foi a primeira mulher com quem eu quis morar. Todos os meus amigos achavam que eu precisava aprender a deixar as pessoas entrarem em minha vida. Poucos meses depois, ela se mudou. Um dia precisei viajar para os EUA. Ela não pôde vir. No aeroporto nos despedimos em lágrimas e ela me assegurando que não poderia sobreviver três semanas sem mim. Voltei depois de três semanas e ela disse: ‘Me apaixonei por outra pessoa. Eu a conheço há apenas 4 dias, sei com toda certeza que ela pode me dar tudo o que você não pode’. Então perguntei sobre nossa vida juntas. No dia seguinte ela ainda não tinha resposta, então a expulsei. Imediatamente ela saiu de férias com sua nova namorada enquanto seus móveis ficaram comigo. Não sabendo o que fazer com a minha raiva, eu finalmente comprei este machado para que ela tivesse ao menos um pequeno sentimento de perda – algo que ela obviamente não teve após nosso término. Nos 14 dias de suas férias, todos os dias eu destruí um de seus móveis. Eu mantive os pedaços lá, como um símbolo da maneira como eu me sentia. Quanto mais a casa se enchia de madeira picada, melhor eu me sentia. Duas semanas depois ela voltou para buscar os móveis. Eu coloquei tudo ordenadamente em pequenos montes e fragmentos. Ela pegou o lixo e deixou meu apartamento para sempre. O machado foi promovido a uma ferramenta terapêutica“.




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