Empreendedorismo

Como fazer a transição para se tornar um nômade digital

Essa semana foi um marco para nós (Lari e eu) pois zarpamos da nossa ilha na Zona Oeste de São Paulo, e nos lançamos pelo Brasil em nosso motorhome psicodélico! O Projeto Moporã na Estrada começou! Depois de muito planejamento, trabalho, correria, boas risadas e alguns perrengues, começamos nossa jornada Brasil afora. Após nos despedirmos dos amigos na semana passada, caímos na estrada e nesta segunda-feira começamos oficialmente a nossa vida como nômades digitais, viajando e trabalhando ou trabalhando enquanto viajamos.

Essa é mais uma transição na minha vida e, como toda transformação que passamos ou ainda passaremos em nossas vidas, há um protocolo, um passo-a-passo de desafios emocionais que devemos superar para sermos bem sucedidos nesta jornada.

Vou compartilhar com você as principais etapas que ocorrem em qualquer transição e como você pode identificar e trabalhar cada uma delas.

1. Agora é a hora

Como já escrevi aqui no ND há dois tipos de mudança, a do tipo “puxa” e da tipo “empurra”. A mais saudável, pois estamos no controle e conscientes do movimento, é a do tipo “puxa”, onde você sente um chamado, um impulso, você sente que é hora de mudar e você aceita o movimento. Por exemplo, ao pedir demissão para abrir seu negócio ou para mudar para um novo desafio ou projeto, você puxa a mudança. A mudança do tipo “empurra” é uma mudança forçada, por você mesmo ou pela vida. Pode ser uma demissão, doença ou simplesmente o famoso “estou de saco cheio”. Eventos que você não controla mas que lhe colocam nessa jornada de transformação. Independente do que originou a mudança, você precisa aceitar que chegou a hora. Sim, sua vida não será mais a mesma, uma parte de você vai morrer para que outra possa nascer, e aceitar isso muitas vezes não fácil, mas necessário para uma transição saudável. Uma dica é que você faça duas listas: uma contendo aquilo que você está abrindo mão e outra com as novas possibilidades que emergirão para você ao final da transição.

No meu caso, decidir sair de um apartamento de 80 metros quadrados em São Paulo para morar em um motorhome de 10 metros quadrados, exigiu um exercício bastante grande de desapego e reflexão para entender o que era de fato importante para mim e quais as consequências dessas escolhas. Todos os nômades digitais são minimalistas por definição e essa por si só já é uma mudança significativa.

2. Coloque os craques em campo

Toda transição requer muita energia: a produtividade cai, a ansiedade aumenta e tudo isso é um prato cheio para a frustração e o medo se instalarem em nossas mentes e corações. Isso é natural pois saímos do piloto automático e nos desafiamos a aprender coisas novas, viver de um jeito diferente, e tudo isso exige muita atenção e presença. Nesse momento é muito importante você se apoiar nos seus talentos e competências e usá-los ao máximo. Coloque seus melhores jogadores em campo, pois é dia de clássico!

Eu sou um cara bastante organizado e metódico. Se você acompanha os meus textos já percebeu que eu acredito em métodos, pois eles facilitam a nossa vida, nos dando clareza e foco, elementos importantes para bons resultados. Viver em um motorhome requer método e organização e eu estou usando esta minha competência para que eu e a Lari tenhamos uma adaptação mais fácil à redução de espaço e às manutenções que um motorhome demanda.

3. Cante com Rauzito

Tente outra vez! E outra e mais outra, pois faz parte de toda transformação dar espaço para o novo. O problema é que esse novo é como um bebê, que vai ter que aprender a andar, falar, etc. Essa é uma fase em que pequenas coisas vão parecer tsunamis pois você saiu da sua zona de conforto e aquelas regras e rotina já automáticas se foram. É importante nessa fase ter bastante vivo o propósito desta transição, a visão de futuro que você está construindo, para que você tenha motivação para não desistir. Neste momento vale muito o esforço para criar sua nova rotina, pois ela vai, aos poucos, lhe dar a segurança, a estabilidade e a zona de conforto para você continuar a sua jornada.

Eu e Lari por exemplo, estamos seguindo uma dica que sempre dou aos meus coachees e alunos de oficinas e programas de formação: passos de bebê, um após o outro, constantes mas pequenos. Coloque os pés na água antes de pular de cabeça na piscina! Por exemplo, para nós conseguirmos assimilar tantas novidades e mudanças em nossas vidas, decidimos começar a nossa viagem pelo nosso quintal, o Estado de São Paulo, onde temos familiaridade e conhecimento, para depois de uma boa fase de adaptação, alçarmos vôos maiores.

4. Levante o caneco e celebre

Não esqueça que cada pequena conquista deve ser celebrada. Leve sempre o bom humor no bolso e ria dos seus tombos, e, no final, quando sentir que você passou pela transição, celebre! Sem restrições ou moderação, pois você merece!

ass-bruno

Créditos da foto: Moporã

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