Manifesto Nômades Digitais

Se você está lendo esse texto agora, considere-se uma pessoa de sorte. Você está presenciando uma revolução que está mudando a forma como o mundo funciona. Por mais que ainda possa não ter percebido isso, estamos na crista da onda de um movimento global que nos próximos anos vai desconstruir a noção do que significa trabalhar e ter uma vida feliz de verdade. As grandes responsáveis por isso? A internet e a tecnologia.

A junção dessas duas coisas fez nascer um novo modelo de trabalho e de vida ao qual cada dia mais pessoas aderem – a possibilidade de poder trabalhar de qualquer lugar do mundo, desde que haja uma conexão com a internet.

É um momento épico: as paredes dos escritórios e as baias começam a despencar para diversas profissões. Em diversos casos, elas já não fazem mais sentido. Hoje, para muita gente, não há mais porque pegar horas de trânsito todos os dias, se locomover para escritórios que em sua maioria ficam em áreas centrais, gastar com transporte, estacionamento, almoço, gasolina, e tudo inflacionado, pois há muitas pessoas fazendo as mesmas coisas nos mesmos lugares. Há formas mais inteligentes de trabalhar, ganhar dinheiro e ter uma vida fantástica ao mesmo tempo.

Com as condições de trabalho atuais, várias pessoas podem realizar suas funções de qualquer computador com acesso à internet. Nem mesmo reuniões precisam necessariamente ser presenciais, hoje em dia, salvo algumas exceções. A internet possibilitou uma nova opção para aqueles que se sentem muito mais inspirados e produtivos quando trabalham em casa ou em qualquer outro lugar de sua escolha. Ela veio para ser uma ferramenta poderosa para aqueles que estão insatisfeitos com seu caminho profissional e de vida, e que desejam trabalhar e viver de outra forma. Ela é a carta de alforria para milhões de pessoas.

Mas nem sempre foi assim

O modelo social que a maioria das pessoas considera “normal”, é oriundo do final da Segunda Guerra Mundial. Com tudo destruído, com a economia quebrada, com altas taxas de desemprego, falta de moradia, e famílias desfalcadas pela guerra, o sonho das pessoas passou a ser reconquistar as perdas. Isso significava ter uma casa bonita, com cerca branca e grama aparada, uma carreira de sucesso em uma grande empresa, trabalhar sempre mais para conseguir aquela promoção, para poder finalmente casar, ter filhos, um belo carro na garagem e duas férias de 15 dias ao ano. Construiu-se, assim, o Sonho Americano. Isso significa que antes mesmo de você nascer, o mundo já tinha expectativas sobre você, impondo um caminho que é traçado da mesma forma pela maioria das pessoas. Te fizeram acreditar que não havia outras escolhas. Que essa era a única trilha possível para a felicidade. Eles estavam enganados.

Depois de algum tempo, algumas pessoas começaram a perceber que o tal Sonho Americano estava mais para pesadelo, já que esse modelo de vida capitalista estava criando cada dia mais prisões nas vidas delas. Elas começaram a perceber que tinham entrado numa corrida alucinada sem fim em busca de mais dinheiro, independente das consequências. Não somos contra ganhar dinheiro – muito pelo contrário. Somos a favor de ganhar dinheiro, mas sem que isso signifique ter de abdicar de 80% do seu tempo, e passar a viver somente nos intervalos do expediente. A vida é curta demais para isso.

A partir do momento em que você faz faculdade, é fadado a trabalhar com aquilo pelo resto da vida. E ai de quem reclamar, já que existem mais candidatos do que vagas no mercado. Quando consegue um emprego, tem que se manter na trilha e fazer tudo o que o chefe mandar para construir uma carreira. Depois é preciso ir subindo de cargo com o tempo, e ganhar cada dia mais dinheiro para conseguir sustentar o padrão de vida formado por todos os gastos que você é obrigado a ter quando vira um adulto. Você compra uma casa, e ela passa a ser sua dona. É preciso consertar as goteiras no telhado, aparar a grama, pintar, arrumar as trincas, comprar móveis bonitos, colocar TV a cabo, contratar internet. Se tiver uma apartamento, além de tudo isso, ainda terá de pagar um aluguel eterno que é o condomínio. Se tem um carro, precisa pagar seguro, gasolina, IPVA. Se vive na correria em uma cidade grande, precisa compensar todo o stress comendo nos restaurantes bacanas, saindo para baladas onde se paga R$ 50 de entrada somente para sorrir, ou mesmo pagando R$ 8,50 no misto quente da padaria inflacionada da esquina por falta de opções. Comprar vira uma forma de recompensa para as frustrações. Quando o dinheiro acaba antes do planejado, o caminho então é usar o cartão de crédito como se você já possuísse aquele dinheiro, o que resulta em dívidas, que são mais prisões sem grades. O resultado é que precisamos trabalhar cada vez mais, nos submeter a cada vez mais esforços sem sentido, para que possamos pagar e fazer mais dívidas. Instaura-se assim um looping sem fim, também conhecido como a corrida dos ratos.

Se você se reconhece em alguns desses itens, desculpe lhe informar, mas você também é mais um rato participando de uma corrida sem data pra terminar. Igual a nós, alguns anos atrás. Se você não escapar dela, ela não terá fim. Ela foi feita para não ter fim e a única forma de sair desse looping da vida moderna é reconhecer o problema e pular fora da roda antes que seja tarde. A vida não é uma corrida. E você não é um rato.

Se você está na mesma trilha do que todo mundo, então está fazendo algo errado

Desde que nós pedimos demissão, abrimos a nossa empresa de projetos para a internet, e conseguimos transformá-los no nosso trabalho de tempo integral, muitas pessoas vêm até nós relatando estarem perdidas no seu caminho profissional e pedindo conselhos.

A maioria delas escolheu uma carreira somente pensando no que achava que daria dinheiro, ou no que os pais queriam, ou simplesmente porque não tinham mais ideia do que fazer. No começo, podia parecer que iria dar certo, como num namoro novo no qual você enxerga os defeitos do outro, mas acredita que ele vai mudar. As pessoas não mudam. Da mesma forma, é bem difícil passar a se sentir feliz em uma carreira ao longo dos anos, se você a escolheu somente por causa do dinheiro ou para agradar alguém. Você pode enganar a todos, menos a você mesmo.

O resultado é uma vida com poucas realizações verdadeiras e significativas. Daquelas que fazem o coração vibrar. Que dão palpitações. Que te fazem ser grato diariamente. E viver uma vida sem essas sensações frequentes é um baita desperdício. Não faz sentido dedicar uma vida inteira à uma carreira, para depois esperar para ser feliz no final. A felicidade não é um destino, é uma trajetória.

Se você se encontra perdido e desmotivado com o rumo da sua carreira profissional, e não se enxerga feliz fazendo a mesma coisa daqui a alguns anos, saiba que você não está sozinho nessa. A nossa geração cada dia mais tem despertado para o fato de que é possível transformar seu sonho em trabalho, e cada dia mais pessoas se rebelam para perseguir um sonho.

A internet é uma das ferramentas que mais facilitou a vida das pessoas que largaram o cartão de ponto para fazer o que realmente elas gostavam e sabiam fazer bem. Seja com a criação de algum negócio online, ou seja utilizando as redes sociais para espalhar seus trabalhos, hoje qualquer pessoa pode criar o seu negócio e encontrar pessoas que se interessem por ele mundo a fora. Por isso, se você está buscando uma luz no fim do túnel para dar uma guinada na vida profissional e no seu nível de felicidade, saiba que a internet pode ser uma grande aliada para te ajudar a realizar o seu sonho. E a gente explica como.

A sacada do século

Com a evolução da era digital e das tecnologias móveis, cada dia mais pessoas começaram a perceber que os limites geográficos não são mais precisos. Se você pode trabalhar de casa, usando a tecnologia, você pode trabalhar de qualquer lugar do mundo. E esse é o novo Sonho Americano pra muita gente e os personagens dessa nova história ganharam o nome de “Nômades Digitais“. Grande parte deles já esteve do outro lado, assim como nós também. Eles estudaram, tiveram que se encaixar uma carreira pré-determinada, trabalharam longas horas cercados pelas paredes de algum escritório qualquer, aguardaram ansiosamente para viver nos intervalos do trabalho, como nos fins de semana, no final do dia, nas férias e ficaram depressivos ao fim delas, até que se perguntaram: o que eu estou fazendo com a minha vida? Se você está fazendo algo esperando ansiosamente pela hora do término, esse é o maior sinal de que essa função não te traz felicidade.

A vida dessas pessoas podia ser boa, elas tinham saúde, ganhavam dinheiro para comprar o que quisessem, tinham carros bacanas, e casas bonitas, uma carreira de respeito, mas todas elas, em algum momento de lucidez, se deram conta de que seus modelos de vida eram entediantes na maior parte do tempo, já que passavam a maior parte das horas de suas vidas trabalhando com algo que não as satisfazia. A pergunta que não queria calar era: “Era isso então? Foi para isso que trabalhei a minha vida toda? Engoli sapos, virei noites, fui trabalhar doente, tomei carcadas de chefes, para isso?”

Elas podiam ter uma vida bem sucedida, mas tiveram que percorrer toda a jornada para perceber que o modelo que lhes foi imposto desde a infância não era capaz de trazer felicidade – afinal, o contrário da felicidade não é a tristeza, e sim o tédio, assim como afirma Timothy Ferriss: “Felicidade e tristeza não são opostos, são como amor e ódio. Você pode amar alguém que você odeia. Nós vemos muito isso em algumas relações entre mãe e filho e marido e mulher. Por isso, o contrário do amor é na verdade a indiferença. Como o contrário de felicidade é tédio. É o tédio de uma rotina que não satisfaz mais que apaga a nossa chama interna. É o tédio de um trabalho que não faz mais sentido para você, que o impede de ser feliz. É o tédio de uma relação que não acrescenta nada de novo nas duas pessoas, que faz com que aquele casal que era tão feliz no início esteja mais para bons amigos que dormem juntos. Caminhamos na inércia da vida, atrás de uma felicidade que nunca chegará se não quebrarmos a rotina. A pergunta que temos que fazer não é “O que eu quero?” ou “Quais são os meus objetivos?” mas sim – “O que me estimula?”

E uma das coisas que, desde sempre, tira a humanidade do tédio são as viagens.

Por que viajar é preciso?

Viajar é um dos hobbies mais desejados pela humanidade e temos uma ideia do porquê – muitas vezes na vida, para se encontrar, é preciso ir. Viajar nos reconecta com o fluxo do universo, porque nos faz sentir vivos, vibrantes, curiosos, interessados, surpresos, gratos, humildes, como deveríamos ser em todos os dias de nossas vidas. Viagens são professores. É um atalho para se chegar lá com mais facilidade.

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.” Amyr Klink

Enquanto viaja, tudo é referência. Experiências comuns como pedir uma comida ou pegar um trem, de repente se tornam cheias de possibilidades. Uma ida ao mercado pode se tornar uma aventura. Conversas banais com estranhos podem criar amizades pra vida toda. Todos os detalhes que você ignorava estando na rotina – o graffiti no muro, a cor do suco, o cheiro da flor – de repente vão explodir os seus sentidos. O que no início pode parecer intimidante e até um pouco assustador, se torna viciante. É como tatuagem – quem faz a primeira, não para por aí.

Viajar também faz com que você redefina o conceito de tempo. Na vida normal, você tem que fazer as tarefas, atingir suas metas e cumprir cronogramas em cada momento do dia. Já quando viaja, os dias passam a ser improvisados, pois não há roteiro pré-definido. Por mais que você esteja trabalhando, tudo pode acontecer. Presentes podem surgir de onde você jamais poderia imaginar. Todos os dias passam a ser únicos. Viajar é viver sem ensaio.

Quem tem noção do tamanho e da beleza do mundo, não se contenta em ficar em um lugar só. Os Nômades Digitais seguem o mesmo raciocínio dos nômades que eram nossos ancestrais – ficam, por enquanto que aquele lugar lhes fizer feliz e suprir suas necessidades. Sempre é possível ficar mais, e jamais é proibido partir, afinal viajar não foi feito para criar amarras – e sim, para criar asas.

Trabalho, logo viajo

A conclusão que gerou a guinada na vida de todas as pessoas que escolheram viver como Nômades Digitais é a seguinte:

  • 1. Todo mundo precisa trabalhar. A única forma de escapar disso é você ter nascido em uma família muito rica, que vai suprir todas as suas necessidades. Mas essa é a realidade de uma minoria. Todo o resto das pessoas, precisa fazer algo para ser produtivo e, consequentemente, ganhar dinheiro para sobreviver.
  • 2. Se você perguntar para um grupo de pessoas, qual a coisa que elas mais gostam de fazer na vida, e o que mais lhes traz felicidade, pelo menos 80% vai dizer – viajar (faça o teste! Não vale considerar a resposta sexo, ok?)

Ora, se trabalhar é preciso, e se viajar é uma das coisas que mais traz felicidade e que mais combate o tédio, por que não unir as duas coisas? Baseado nessas premissas, surgiu então esse movimento global formado por pessoas que trabalham e viajam ao mesmo tempo. E não é viajar por um mês e depois voltar. Estamos falando de pessoas que adotaram o lifestyle de viajantes, sem deixar de ganhar dinheiro, de ter uma carreira, ou de ter conforto. A idéia é justamente o contrário – ter mais tempo e mais liberdade, o que só pode resultar numa vida mais feliz. Só poder viajar uma ou duas vezes por ano, ou ter de fazer isso ao mesmo tempo que todo mundo tendo que pegar filas, trânsito, lugares lotados, etc. (ex: feriados prolongados) não é nada legal. Hoje em dia temos a possibilidade de unir carreira bem sucedida com viagens, sem ter que prejudicar nenhuma delas. As pessoas que escolheram essa trilha são chamados de Nômades Digitais.

Há muito mais pessoas fazendo isso do que poderia imaginar. E, ao contrário do que muita gente pensa, a maioria delas não nasceu rica. Os Nômades Digitais são em sua maioria pessoas que começaram a trabalhar desde jovens e foram aprimorando o espírito empreendedor. Talvez essas pessoas não estejam no seu círculo de amizades, mas basta procurar um pouco para descobrir que enquanto você lê esse texto, muitas pessoas vivem esse modo de vida alternativa pelo mundo e não têm a menor intenção de parar. Quando perguntadas sobre como decidiram que queriam viver viajando, a resposta é sempre a mesma: “Quando dei o primeiro passo e vi que era possível, em meio a uma excitação e um frio na barriga, me perguntei: Como é que eu vou conseguir voltar para a minha vida entediante de antes?”. Eles, de fato, nunca mais voltaram. E provavelmente se perguntam porque não começaram antes.

Essa não é uma realidade utópica. Você também pode tomar um banho de mar em uma praia na Tailândia antes de ir trabalhar, comer uma massa caseira na hora da almoço em algum restaurante charmoso na Itália, encerrar o expediente tomando uma cerveja gelada em algum bar de Buenos Aires, fazer uma reunião de brainstorm via Skype em conexão 4G em uma cachoeira no Brasil, dentre outros privilégios que pessoas de gerações passadas jamais poderiam ter.

Algumas pessoas de fato preferem estabelecer raízes em um lugar só, criar seus filhos no mesmo local, ter um trabalho comum, curtir a aposentadoria – enfim, é um direito delas, e se isso as faz feliz, respeitamos totalmente. Ainda bem que as pessoas são diferentes, pois só assim o modelo de sociedade atual se torna possível. Agora se enquanto lê esse texto você sente seu coração vibrar e as borboletas no seu estômago se agitarem sem parar, e se está cansado de ter que seguir esse padrão que a sociedade determinou sem ao menos perguntar se você gostaria de se encaixar nele, chegou a hora de mudar seu destino. Você tem a carta de alforria nas mãos e agora só tem que decidir – vai escolher sua liberdade ou vai permanecer na escravidão? Essa vida incrível não é para todo mundo, mas pode ser para você.

Saindo da corrida dos ratos

Ao se defrontar com esse novo molde de vida e trabalho, a primeira desculpa que 90% das pessoas usa é: “Eu não tenho dinheiro para viajar. Viajar é caro.” Esse é um raciocínio razoável à primeira vista, mas que pode ser facilmente desbancado. As pessoas que usam esse argumento não perceberam que têm gastado muito mais dinheiro estando paradas do que se estivessem viajando. Ter uma vida nos moldes tradicionais das grandes cidades é caro, muito caro. E viajar pode ser surpreendentemente mais barato, se você for inteligente. Os Nômades Digitais usam o câmbio ao seu favor e assim se tornam “ricos” sem ter que trabalhar mais. Como eles conseguem? Uma das formas mais eficazes é viajar e viver em países no qual a moeda valha menos do que a moeda na qual eles recebem seu dinheiro. E com a globalização, lugares que antes eram perigosos para viajantes, hoje recebem turistas do mundo todo e provavelmente são tão ou mais seguros do que o local onde você vive.

Para te provar que viajar não precisa ser necessariamente mais caro do que ficar parado em um só local, fizemos alguns cálculos. Consideramos os gastos médios de um executivo, que tem um carro popular próprio que é usado todo dia para ir e voltar do trabalho, e que mora de aluguel em uma área central de uma grande cidade como São Paulo. (É claro que esse é um cálculo aproximado, e que os valores podem mudar para mais ou menos dependendo dos gastos pessoais de cada um). São eles:

Aluguel R$ 1.500,00
Condomínio R$ 400,00
IPTU R$ 200,00
Gasolina R$ 440,00
Estacionamento R$ 200,00
Seguro do carro R$ 91,00
IPVA R$ 91,00
Alimentação (café: 10,00 / almoço: 20,00 / jantar: R$ 20,00) R$ 1.500,00
Entretenimento R$ 600,00
Total aproximado de gastos por mês R$ 5022,00

VERSUS

Agora, comparamos os gastos com os de uma pessoa que vive em uma das cidades mais visitadas da Tailândia – Chiang Mai. Os valores foram calculados segundo esse site.

Moeda: THB (R$ 1,00 equivale a aproximadamente a THB 13,71 – cotação 30/01/2014)

Hospedagem média por mês em um hotel 3 estrelas THB 10.992,00
(não consideramos a possibilidade de conseguir um desconto por se tratar de uma hospedagem longa. Nesse caso, o valor pode diminuir consideravelmente)
Transporte (público, considerando a ida diária a pontos turísticos e passeios) THB 1.500,00
Alimentação com fartura THB 10.650,00
Bebidas/Entretenimento THB 7.200,00
Seguro saúde obrigatório para viagens internacionais / mês THB 4.934,00
Total de gastos aproximados por mês de uma pessoa que vive em Chiang Mai, na Tailândia R$ 2.573,00.

(Além desses gastos, vale também considerar o preço da passagem de ida do Brasil para Chiang Mai, que é uma média de R$ 3.742,00. Esse valor você teoricamente só paga uma vez, e se for inviável, sempre é possível escolher locais mais perto do Brasil com passagem mais baratas ou parcelar em 12 vezes)

Se você não concorda com os valores usados nos cálculos que fizemos no exemplo acima, existe um site viciante chamado Expatistan, no qual você pode comparar o custo de vida em cidades do mundo todo com um clique. Fizemos uma comparação entre São Paulo e Chiang Mai, e o resultado é alarmante: segundo o site, viver na cidade de São Paulo é 86% mais caro do que viver em Chiang Mai. Viver em São Paulo também é 72% mais caro do que em Buenos Aires; 49% mais caro do que viver em Florianópolis, 32% mais caro do que em Santiago, no Chile; e aproximadamente igual a viver na cidade de Boulder, no Colorado, EUA (considerando que se trata de um país de primeiro mundo, é um dado interessante).

Ou seja, dá para perceber que viajar nem sempre precisa ser caro. E se você puder continuar trabalhando via internet e recebendo em uma moeda mais valorizada, então – BINGO! – a diferença aumenta mais ainda. Isso significa que se o seu melhor argumento para não ter uma vida de Nômade Digital era o dinheiro, agora você vai ter que pensar em uma nova desculpa.

Tá, mas como eu chego lá?

Agora que você já sabe que não quer viver uma vida nos moldes que a sociedade espera de todo mundo, e que comprovou que viver em uma grande cidade do Brasil pode ser muito mais caro do que viver em outros destinos fantásticos no mundo cuja moeda é menos valorizada, é hora de pensar nos próximos passos para ter a vida que você sempre achou que só pessoas ricas ou especiais poderiam ter.

Para ser um Nômade Digital, primeiro é preciso adaptar seu trabalho para que ele possa ser feito virtualmente. Em muitos casos, só são precisos alguns ajustes. Ferramentas como smartphones, tablets, Kindle, Google Drive, Dropbox, Notebooks, Skype, Bankline, 4G, email, Paypal, dentre outras, permitem que diversas funções consigam ser feitas online. Isso significa que você não precisa ficar dentro de um escritório para ser produtivo.

Se você tem um trabalho e sabe que ele poderia ser feito virtualmente, converse com seu chefe com o argumento que ele terá menos custo e mais produtividade nessa mudança. Se mesmo concordando que a sua presença no escritório é apenas um luxo, ele não te deixar trabalhar de casa, então troque de emprego. Essa é uma prova concreta de que você não é valorizado no seu trabalho atual.

No caso de seu trabalho atual exigir que você esteja presente no escritório ou em outro ambiente físico, então peça demissão, troque de emprego ou crie um novo trabalho, projeto ou forma de ganhar dinheiro.

Se você está sem ideias, eis uma lista de profissões que permitem levar um lifestyle de viajante e ganhar dinheiro trabalhando para empresas e pessoas do mundo todo. Há oportunidades tanto para quem quer empreender e criar o seu negócio, quanto para quem prefere ser um funcionário. Veja algumas delas:

  • - Escritor freelancer, para jornais, revistas, sites; (ex: se você é muito bom em redação, português ou línguas)
  • - Revisor de textos;
  • - Escritor de ebooks sobre assuntos que você entende;
  • - Contador;
  • - Professor de idiomas online; (ex: se você é muito bom em inglês ou outro idioma)
  • - Tradutor;
  • - Webdesigner;
  • - Programador;
  • - Vendedor de fotografias online em bancos de imagem; (ex: se o melhor que você sabe fazer é tirar fotos fantásticas)
  • - Consultor de diferentes áreas como marketing online, finanças, saúde, fitness, decoração, business e outras centenas de possibilidades;
  • - Vendedor de cursos online dos assuntos que você entende, sejam eles quais forem;
  • - Vendedor de loja online (ex: ir vendendo coisas que você compra em lugares bacanas durante a viagem!);
  • - Investidor de ações; (ex: se você já tem um bom dinheiro)
  • - Organizador de eventos/ Promoter;
  • - Agente de viagens/ Guia para estrangeiros;
  • - Assessor de imprensa digital para empresas e personalidades globais;
  • - Professora primária e de colegial para filhos de casais que viajam muito ou que não gostam do sistema educacional tradicional;
  • - Professor/ Consultor de jovens que estão prestando vestibular (ex: cobrar mensalidade e pacote de horas/aula via Skype);
  • - Suporte técnico à distância. (ex: Se o que você sabe fazer de melhor é arrumar computadores, tirar vírus e aumentar a perfomance de um hardware existem milhões de pessoas que pagariam tranquilamente alguns reais por mês para outra pessoa resolver isso por elas via VPN);

Esses são alguns exemplos, mas existem milhares outros. E se ainda não existe um trabalho que se encaixe com suas paixões, então cabe a você inventá-lo. A vida é uma contagem regressiva e não dá para desperdiçar tempo com coisas que não te fazem feliz. Não é tão difícil quanto a maioria das pessoas pensa. Você vai ficar surpreso com a quantidade de pessoas que conseguiram fazer isso das formas mais criativas, divertidas e inesperadas possíveis [visite a nossa categoria de empreendedorismo para se inspirar].

Se você já passou tempo demais doando sua vida para fazer algo que não te completa, agora é a hora de redesenhar os seus dias em torno das coisas que te fazem feliz de verdade. É claro que é impossível trabalhar 100% do tempo feliz. Trabalho é trabalho, independente do fato de você gostar do que faz ou não. Mesmo as pessoas que trabalham com o que querem, precisam realizar funções repetitivas, e tarefas que elas não gostam. A história de fazer o que você ama, para não precisar trabalhar nunca mais, é um tanto ilusória. Para ser bom em algo e ganhar reconhecimento, tanto financeiro quanto pessoal, é preciso muito esforço. Acreditamos muito naquela teoria que diz que o sucesso é fruto de 1% inspiração, e 99% transpiração. Por isso, fazer o que você ama, não vai te fazer trabalhar menos. Aliás, em muitos casos, pode te fazer até trabalhar mais, é verdade. Mas, as recompensas são gigantescas. Quando você faz coisas que poucas pessoas fazem (ou têm coragem de fazer), você colhe frutos que poucas pessoas colhem. E no final se resume a isso: já que não podemos deixar de trabalhar, então vamos, ao menos, tornar essa atividade o mais prazerosa e realizadora possível.

Se livrando das amarras

Uma das dúvidas frequentes que surgem quando as pessoas pensam nesse modelo de vida adotado pelos Nômades Digitais, é: como colocar tudo o que eu tenho na mala? O que eu faço com as minhas coisas?

Para ser um Nômade Digital, é preciso se livrar das coisas inúteis que acumulamos durante a vida. Tudo o que você pertence, te escraviza, já dizia a emblemática frase de Antoine de Saint-Exupéry: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Coisas como uma TV de plasma, um sofá de couro, uma estante cheia de livros, uma variedade de móveis, um carro, uma máquina de lavar louças, um closet com 54 pares de sapato, dentre outras coisas que a sociedade nos fez acreditar que seriam necessárias para a felicidade, acabam sendo a nossa prisão.

Temos que admitir que ter essas coisas é de fato bem legal, mas, depois de um tempo de uso, elas só se tornam objetos. A felicidade gerada pela aquisição dessas coisas é momentânea e volátil. Depois que você montou a sua casa inteira, há grandes chances de perceber que aquelas coisas não te trazem felicidade. Duvida? Então pense assim: se tivesse que escolher entre abrir mão da sua liberdade ou da sua varanda grill, qual escolheria? Ou ainda melhor – ao se imaginar no leito de morte, o que gostaria de ter feito mais? Comprado um sofá novo de couro e trocado de carro, ou ter viajado mais, ter conhecido novas culturas, ter comido comidas diferentes, ter visitado lugares paradisíacos e cidades incríveis, ter conhecido pessoas memoráveis, dentre outras coisas que a gente só consegue fazer viajando? Posso adivinhar a resposta.

Para ser um Nômade Digital, talvez você tenha que abrir mão de alguns dos seus pertences e fazer umas trocas inteligentes. Por exemplo, livros de papel são ótimos, mas nada práticos. Invista num kindle e poderá ler quantos livros quiser na sua mochila, sem carregar peso, e ainda por cima, pagar menos gerando mais economia. Trabalhar com seu computador enorme pode ser confortável, mas um notebook vai te permitir trabalhar com vistas que você jamais teria da sua sala de estar ou homeoffice. Ter um telefone fixo pode ser econômico, mas serviços como Skype também te permitem fazer todo tipo de ligações para o mundo inteiro pagando um valor super acessível. Para ser um Nômade Digital é preciso usar todos os recursos tecnológicos para que você fique o mais livre possível e tenha menos coisas que te prendam em um só lugar.

Se quiser conter gastos, talvez também você tenha que sair da sua casa e escolher como base fixa um lugar menor. Se você tem casa própria, pode escolher vendê-la e comprar um imóvel mais modesto, ou então alugá-la (com contratos longos ou com opções temporárias, como as oferecidas por sites como o Airbnb) e reinvestir o dinheiro na sua hospedagem pelo mundo. Se você paga aluguel e faz questão de continuar a ter uma base, pode escolher uma casa mais barata. Se as suas coisas não couberem num imóvel menor, há a possibilidade de deixá-las em um depósito. Essa é uma opção menos radical e mais confortável para quem quer ser um Nômade Digital, mas não descarta a possibilidade de no futuro voltar a ter uma base fixa.

Para os mais corajosos, a opção é óbvia – vender tudo e ficar somente com o que pode ser levado na mochila, colocando o dinheiro em investimentos sólidos. Apesar de exigir um maior desapego, essa é uma opção bem indicada pois evita gastos extras que vão poder ser investidos nas viagens.

Para muitos Nômades Digitais acaba não fazendo sentido deixar uma casa fechada com móveis, sendo que elas só voltam para lá uma vez por ano. Essas pessoas decidem então trocar um endereço fixo por uma moradia com um quintal muito maior – o mundo.

Romper com os bens (ou seriam prisões?) materiais pode ser um processo doloroso no começo, mas é libertador. O que você ganha em troca? Amsterdam. Bali. Florianópolis. Buenos Aires. Cartagena. Tóquio. Budapeste. Fernando de Noronha. Berlim. São Francisco. Nova York. O mundo. Resumindo – sua liberdade. E uma vida memorável.

E meus filhos?

Ser um nômade com filhos, era uma grande dificuldade anos atrás, mas hoje a tecnologia mudou esse cenário. Há tempos que tem surgido um debate sério a cerca da necessidade urgente das escolas tradicionais se adaptarem à realidade atual. O mundo mudou e as escolas continuam as mesmas da geração dos nosso pais. Sendo assim, é óbvio que esse sistema educacional atrasado esteja formando jovens desmotivados, repreendidos e com potenciais desperdiçados.

Enquanto o governo não se move para criar uma solução para esse problema latente, as pessoas estão encontrando soluções eficazes para contornar a situação. Um dos métodos que estão sendo mais adotados são as metodologias que ensinam através da internet, como a Khan Academy (que hoje tem mais de 43 milhões de alunos pelo mundo), e várias outras. O objetivo é oferecer um ensino interativo e muito mais motivacional para uma geração que não consegue mais focar somente em uma coisa de cada vez. A educação precisa se adaptar à velocidade do pensamento dessa nova geração, e um quadro negro acompanhado de um professor falando, cada dia mais se provam ineficazes.

Esse é um ponto a favor dos Nômades Digitais que têm filhos. Para aprender e ter uma educação de qualidade, seu filho não precisa mais estar somente fechado numa sala de aula. Além de aprender os conteúdos tradicionais com métodos confiáveis via internet, a quantidade de experiências e conhecimento que ele irá acumular viajando e conhecendo novas culturas, não tem preço. O mundo é o melhor professor e a vida vai ensinando lições que ele jamais iria aprender num quadro negro. Além do benefício que ele terá com os próprios pais ao lado dele como mentores pois o tempo na companhia dos filhos para quem é Nômade Digital aumenta consideravelmente (Conheça histórias de pais que viajam o mundo com filhos aqui, aqui e aqui.)

Quem somos nós e vale mesmo a pena redesenhar a sua vida em busca da felicidade?

Sábios e estudiosos de todas as áreas, tentam há séculos desvendar qual o sentido da vida, no entanto, ninguém conseguiu chegar em uma resposta concreta para essa pergunta. Sendo assim, só nos resta pensar que o grande objetivo disso tudo é ser feliz. E felicidade não é um estado definitivo – felicidade é uma soma de bons momentos. Portanto, cabe a nós colecionar a maior quantidade de momentos felizes que conseguirmos.

Uma vez ouvimos o que ficou guardado na nossa memória como a melhor definição de felicidade – ser feliz é estar no lugar onde você gostaria de estar, fazendo o que você gostaria de estar fazendo. Todo o resto é perda de tempo.

Esse conceito ficou martelando nas nossas cabeças durante algum tempo. A nossa história, aliás, é bem parecida com a de um monte de gente. Eu (Jaque Barbosa) era professora de inglês e o Eme Viegas publicitário nas maiores agências de São Paulo. Ambos tínhamos trabalhos bacanas, com salários decentes, e uma projeção de crescimento profissional clara. Tínhamos basicamente que continuar a fazer o que fazíamos, para que cada dia mais tivéssemos cargos melhores, uma carreira promissora e uma aposentadoria garantida. Ainda sim, tínhamos um buraco no peito. Uma estranha sensação de desperdício e de estar perdendo algo tomava conta da gente a cada dia. No começo, tentamos ignorá-la, deixar para lá, seguir o caminho mais fácil. Mas se é preciso coragem para realizar seus sonhos, é preciso coragem talvez até maior para permanecer estático e ignorar os chamados da vida que te cutucam toda vez que você percebe que não está fazendo o melhor que poderia fazer com ela. Nossa vida era ótima, tirando o fato de que o melhor dela acontecia nos intervalos. Os momentos nos quais nos sentíamos verdadeiramente vivos e inspirados eram aqueles que aconteciam depois do expediente. Nos fins de semana. Nos feriados. Nas férias. Foi então que concluímos que a vida era curta demais para ser feliz somente nos intervalos. A gente queria ser feliz por inteiro.

Juntamos um pouco de dinheiro, pedimos demissão, e mergulhamos de cabeça em projetos pessoais nos quais acreditávamos de verdade. Assim nasceu o “Casal Sem Vergonha“, que hoje é o maior site brasileiro focado em relacionamentos, e o “Hypeness“, o primeiro e maior site do Brasil com foco em inovação e criatividade. Claro que ambos os projetos não conquistaram juntos 7,5 milhões de visitantes por mês do nada. Foi preciso muita perseverança, trabalho duro e determinação para fazer acontecer. E, principalmente foi preciso coragem de largar a trilha já traçada por outras pessoas, para abrir a nossa no facão, enfrentando todos os perigos de um terreno inexplorado, mas também colhendo frutos que a maioria das pessoas não consegue colher.

Desde o início, o objetivo principal da criação dos projetos era conquistar a nossa liberdade e poder trabalhar de qualquer lugar do mundo. Sonhávamos com o dia no qual poderíamos trabalhar tanto de um café em Amsterdam, quanto de uma cachoeira na Chapada Diamantina. Esse era um dos objetivos principais desde o início.

Assim, quando conseguimos nos manter somente com os projetos, aproximadamente 1 ano e meio depois da criação deles, nos mudamos de São Paulo para uma casa numa agrovila em Ilhabela, cercada de natureza em todos os cantos.

Nossos companheiros de trabalho eram tucanos e papagaios, e nossa sala de brainstorm era na varanda com vista panorâmica para o mar. A ideia inicial era passarmos somente 2 meses lá – ficamos um ano e meio. Sentimos o chamado de partir novamente, e dessa vez fomos para a Europa. Ficamos 4 meses trabalhando e vivendo em cidades como Paris, Barcelona e Amsterdam. A nossa jornada de trabalho diária era a mesma de quando estávamos com residência fixa em São Paulo, mas a vista do escritório e o tempo livre era surrealmente mais divertido. A vida então voltou a fazer todo sentido.

Com a certeza de que nunca mais queríamos ver a mesma vista da janela todos os dias, e que não queríamos viajar somente nas férias, arrumamos as malas e adotamos um novo estilo de vida. Se trabalhar é preciso e se viajar é a coisa que mais nos faz feliz, então estávamos decididos a seguir esse chamado. Nasce assim o nosso terceiro projeto, o Nômades Digitais, dedicado a mostrar lugares fantásticos pelo mundo que merecem ser visitados e inspirar pessoas mostrando novas possibilidades de ganhar dinheiro e viver a vida de verdade.

Talvez uma das maldições de descobrir que a vida pode ser muito mais divertida quando você tem a liberdade de estar onde quiser, é que é um caminho sem volta. Uma vez que o portal é aberto, dificilmente é possível se adaptar novamente a uma vida apática. Os budistas acreditam que nós levamos nossas vidas como se vivêssemos dentro de uma casca de ovo. Assim como um pintinho que ainda não saiu do ovo tem poucas pistas sobre o sentido da vida, a maioria de nós possui apenas uma vaga noção do enorme mundo em que vivemos e de todas as possibilidades que nos cercam. Decidir ir em busca da felicidade é quebrar a casca do ovo e renascer. O passado, confinado e limitado, fica pra trás, abrindo espaço para um universo de descobertas. A casca existe para todos, mas apenas os que tem noção da existência dela conseguem quebrá-la e se libertar.

Antes de finalizar, um parênteses, caso você esteja pensando: “Mas viver assim fácil, vocês devem ser “filhinhos de papai!”

Quando compartilhamos a nossa história, muita gente argumenta que para nós é fácil, pois provavelmente viemos de famílias ricas que nos bancam. Ledo engano. Nós dois nascemos em famílias de classe média. Nunca nos faltou nada, mas tínhamos limitações financeiras. Tudo o que construímos, foi através da nossa ralação diária.

Quando iniciamos a nossa empresa, não tínhamos nada. Não tínhamos investimento, não tínhamos o apoio de pessoas influentes, não tínhamos experiência, não tínhamos mesada do papai. Quando o sonho surgiu, e quando vimos a possibilidade de realizá-lo, começamos a juntar dinheiro para que tivéssemos um recurso, caso as coisas demorassem mais para dar certo do que imaginávamos. Deixamos salários e carreiras estáveis, para apostar num sonho, sem garantia alguma. A única coisa que tínhamos certeza era que queríamos tanto aquilo, que daríamos um jeito de conseguir.

Talvez por uma ajuda cósmica (ou de Deus, ou do universo, ou como você quiser chamar), sempre que estávamos à beira do enforcamento, quando sabíamos que dinheiro que tínhamos não daria para o próximo mês, surgia alguma coisa (uma ação, um convite, uma contratação) que nos tirava do vermelho, e permitia que continuássemos por mais tempo, sem precisar voltar para os trabalhos antigos para pagar as contas. É nessas que entendemos aquele conceito de que quando você está seguindo o que te faz feliz, você se conecta com o fluxo do universo, e as coisas de uma forma inexplicável, dão certo.

Durante esse período de incertezas, tivemos que lidar diariamente com insegurança, medo, pressão da família, julgamento das pessoas, limitação financeira, dentre outros desafios. Ao não nos abaixarmos diante deles, nos fortalecemos. E isso nos permitiu chegar onde chegamos hoje.

Isso é só o começo

Ainda há muito mais para falar sobre esse novo modelo de vida e trabalho, e esse blog foi criado justamente para inspirar pessoas e mostrar que se tanta gente conseguiu, então você também pode. Ter uma vida incrível trabalhando, viajando e realizando seus sonhos nos lugares mais fantásticos do planeta não é mais uma utopia. O primeiro passo, e talvez o mais importante do processo, é reconhecer que você quer mudar. É aceitar o fato de que você passou toda a sua existência até hoje vivendo como as pessoas esperam que você viva – sem ao menos terem te perguntado se esse modelo te faria feliz – e desejar sair desse ciclo. É pensar em você em primeiro lugar e relembrar diariamente que você pode e merece ter uma vida fantástica.


Eme e Jaque

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