Brasileiros Viajantes

9 coisas que você não sabia sobre a vida no Egito

Quinta-feira já não é a mesma coisa se não tiver uma contribuição do Brasileiros Viajantes, o quadro do Nômades Digitais que nos leva por uma verdadeira volta ao mundo guiada por brasileiros. Esta semana Gabi Assis conta o que descobriu sobre o Egito durante o tempo que passou no país e que vai muito além de pirâmides.

1. Humor parecido com o nosso

Os egípcios possuem um humor que se assemelha muito ao brasileiro, eles entendem e riem das nossas piadas, ou seja, não precisamos passar por aquele silêncio constrangedor do ”eu não achei graça” como acontece com outras nacionalidades.

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2. Egípcios conhecem bem o Brasil

Muitos habitantes da terra das pirâmides sabem mais sobre o Brasil do que que muitos de nós por aí. Não é difícil encontrar no Cairo alguém que acompanhe a política brasileira. Se for no meio acadêmico, a admiração pelo Brasil é bem maior, principalmente em relação ao nosso cinema e literatura.

3. Desigualdade social gritante

Se acha a desigualdade social no Brasil enorme, esteja preparado. No Egito vi situações absurdas, tive amigos milionários com casas em vários resorts,  mas ao mesmo tempo passei por um local onde as pessoas moram em um cemitério.

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4. Eles fazem você acreditar que sabe barganhar

Se for fazer compras nos mercados tradicionais, saiba que mesmo que ache que você sabe barganhar, você vai pagar o triplo do preço. Eu vi os vendedores  a ”enganar” os turistas facilmente. Eu também paguei bem caro na primeira semana em que me aventurei no Khan el Khalili (tradicional mercado do Cairo), mas depois quando fui com os amigos egípcios aprendi os valores reais dos produtos e a barganhar (mas foi bem suado para conseguir chegar ao valor certo sozinha!).

5. É ”seguro” e barato andar de ônibus

Os ônibus no Cairo são um pouco estranhos, praticamente não existe um ponto fixo: você vê um moço pendurado na porta gritando o local principal de parada e eles param na calçada tentando disputar pessoas para transportar. Apesar da confusão, eu preferia me aventurar nos ônibus, o preço é apenas 30 centavos e eles não vão mudar como fazem os táxis, que além de rodarem eternamente, cobram de estrangeiro um valor abusivo, mesmo que usem o medidor.

6. Costumes da antiguidade que permanecem

”Moisezinho”, sim, aquele que usaram para colocar Moisés nas águas do Nilo: você pode encontrar vários casais que carregam o bebê da mesma maneira. Obviamente os cestinhos são mais modernos e em diferentes versões, mas continua o melhor meio de transporte para os pequenos bebês egípcios carregados pelos pais nos passeios da tarde.

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7. Não estudam a História Antiga do país

Um egípcio médio sabe muito pouco sobre a História Antiga de seu país, já que eles não valorizam a arqueologia e a grande maioria nunca visitou os famosos monumentos, o que é muito triste. Até mesmo os vendedores de jóias do Khan el Khalili explicam errado a simbologia das peças (como o olho de Hórus) , enquanto aqui no Brasil muitas pessoas aprendem essas coisas na escola elementar.

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8. Gatos vencem os cachorros

Sabe aquela história de desenho animado relacionando gatos ao Egito? Pois é, eles ainda mantêm uma certa ”adoração” por gatos e este é o país dos amantes dos felinos, felinos everywhere! Cachorros? Pode até ter quem goste, mas é uma minoria bem pequena.

9. Mal cuidado por fora, luxo por dentro

Não se engane, uma fachada mal cuidada não é sinônimo de apartamento ruim. Até os melhores edifícios no Cairo, como nos bairros de Mohandessin e El Nasriya, os corredores dos prédios são mal cuidados, mas por dentro você pode encontrar apartamentos muito requintados. É semelhante às egípcias – muitas se cobrem, mas por baixo, a lingerie é pequena e sensual. Penso que seja o reverso da cultura de ”ostentação”: se esconde o melhor para a intimidade. A exposição exterior não é necessária ou significativa. Claro que existem controvérsias, mas falo apenas sobre o meu ponto de vista e com relação às pessoas com que tive contato.

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Ass-gabi

Para conhecer melhor o trabalho da Gabi, siga o link.

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