Brasileiros Viajantes

9 Coisas que nos surpreenderam na Letônia

Depois de descobrir os encantos da  Itália, o quadro Brasileiros Viajantes desta semana mostra um lado diferente da Letônia. E quem comanda essa história de hoje é casal Carol Marques e Denny Serejo do blog “Na palma do mundo”.

Quando falávamos para as pessoas que íamos ser nômades digitais e o nosso primeiro destino seria a Letônia, a pergunta que mais ouvíamos era “Letônia? Mas por quê?”. A gente não sabia muito bem como responder, e sempre acabávamos apelando para o clássico “Ué, por que não?”.

A Letônia fica localizada entre a Estônia e a Lituânia, do lado da Rússia. Este pequeno país com cerca de 2 milhões de habitantes conquistou a independência definitiva em 1991, se tornou parte da União Européia em 2004 e passou a usar o euro como moeda em 2014.

Não sabíamos muito bem o que iríamos encontrar por lá, mas podemos dizer que o país nos surpreendeu positivamente e tivemos uma experiência incrível. Falamos sobre algumas das nossas principais impressões na lista abaixo.

1. As áreas verdes

Cerca de 50% do território da Letônia é coberto por florestas, uma das maiores taxas da União Européia. O país conta com quatro reservas, quatro parques nacionais, 21 parques naturais e uma Reserva da Biosfera. São muitos lugares de natureza realmente intocada e visuais impressionantes, principalmente para quem gosta de ecoturismo. Essa característica também pode ser facilmente percebida no dia a dia, já que há muitos parques super bonitos e bem cuidados espalhados pelas cidades. Isso contribui demais para aumentar a qualidade de vida do lugar, e no verão as áreas verdes ficam cheias de gente aproveitando o sol e se dedicando a diferentes atividades.

1-Areas Verdes

2. A história

Apesar da Letônia ser muito jovem como país independente, ela tem uma história muito rica. O território letão já foi parte da Polônia e da Suécia, antes de ser tomado pelos alemães nazistas e pela União Soviética. Foram muitos anos de ocupação, mortes e deportações para a Sibéria antes da independência, que só veio em 1991. Ainda é possível ver a influência soviética em muitas construções, com vários prédios no famoso estilo “bloco” comunista. Para quem gosta de história, vale a pena conhecer os muitos museus e exposições falando sobre o passado político e militar da Letônia.

2-Historia

3. As famílias e as crianças

Estamos cansados de ouvir falar que a população européia está envelhecendo, mas não foi isso que vimos na Letônia. Era muito comum encontrar famílias bem jovens com bebês e filhos pequenos. Lemos que a Letônia é um dos países onde se casa mais cedo na União Européia, e o dono do apartamento que alugamos falou que é isso mesmo. Pelo menos em Liepaja (terceira maior cidade do país) era impossível andar duas quadras sem cruzar com um carrinho de bebê. As crianças também dominavam os parques, que no verão oferecem várias atividades infantis diferentes, como pula-pula, tirolesa, brinquedos, carrinhos, arco e flecha, etc.

Mesmo assim, os letões estão sofrendo com o encolhimento constante da população. Isso não ocorre por causa do número de nascimentos, mas sim pela quantidade de jovens qualificados que saem do país em busca de melhores oportunidades e salários em outros lugares da União Européia. As últimas estatísticas mostram que 1 em cada 30 letões hoje mora no Reino Unido. Existe até uma piada que diz que “Em 2030, o último letão pode apagar as luzes antes de sair do aeroporto de Riga”.

3-Famílias

4. A música

A música é algo muito presente na Letônia. Muita gente faz parte de corais e as pessoas adoram cantar. O folk é o estilo mais tradicional e as letras falam de mitologia, folclore, natureza e eventos históricos. As músicas também costumam ser acompanhadas de danças típicas.

Liepaja, a cidade onde moramos, era bem musical. Ela tinha notas musicais espalhadas pelo chão das ruas, formando um caminho que levava até o Hall da Fama de artistas letões. Além disso, tinha alguns monumentos de instrumentos musicais (uma bateria e uma guitarra), um banco que tocava música quando alguém sentava nele e até uma música própria, com a letra escrita em pequenas esculturas espalhadas por vários cantos da cidade. A tradução do refrão é: “A cidade onde o vento nasce / Os telefonistas sentam nos postes / Ainda bem que o vento não os derruba / A cidade onde o vento nasce”.

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5. As praias

A Letônia é um país relativamente pequeno, mas tem 530km de litoral com praias de areia branca que dão para o Mar Báltico. A água é bem gelada, e como a temperatura não costuma ser muito alta nem no verão, fica difícil de aproveitar o mar. Os letões, que estão acostumados com o clima, até conseguem entrar na água, mas nós só conseguimos molhar os pés.

Venta muito em todo o litoral (não é a toa que Liepaja é conhecida como “a cidade onde o vento nasce”), o que faz da Letônia um lugar ideal para quem gosta de velejar ou praticar esportes como windsurfing e kitesurfing. Fora isso, quem não quer se molhar pode se divertir nos bares espalhados pela praia tomando uma cerveja e curtindo o sol que, no verão, só se põe depois das 23h e aparece junto com o céu azul praticamente todos os dias.

5-Praias

6. O wifi grátis

Ficamos bem surpresos, mas praticamente todos os cafés, bares, lanchonetes e restaurantes que visitamos (mesmo os mais simples) tinham wifi grátis, sem nem precisar colocar senha. Encontramos muito mais lugares com internet gratuita do que em países mais famosos e conhecidos da Europa. Na maioria das vezes a conexão funcionava super bem e era muito rápida.

7. Os preços

A Letônia começou a usar o euro em 2014, mas o custo de vida lá ainda é baixo. Não tem nem como comparar os preços letões com os dos países mais tradicionais da Europa, por exemplo. Mesmo pensando no leste europeu, ela ainda se destaca como um destino bem barato. Dá pra comer um lanche e tomar uma cerveja por menos de 5 euros, e jantar num restaurante legal por uns 10 euros. Os nossos gastos com aluguel e com as compras de supermercado também saíram muito baratos.

7-Preços

8. A arquitetura

Riga, a capital da Letônia, é um prato cheio para quem gosta de arquitetura. O centro histórico foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e conta com “a melhor coleção de construções Art nouveau na Europa”. Na época em que o estilo art nouveau estava em alta (entre o fim do século XIX e começo do século XX), Riga estava em um período de grande prosperidade econômica, e muitos prédios foram construídos inspirados em formas e estruturas naturais, linhas curvas, flores e plantas. Mais de um terço das construções do centro de Riga possuem as características desse estilo arquitetônico, criando um visual muito bonito de se ver.

8-Arquitetura

9. O idioma

O idioma oficial da Letônia é o letão, falado como primeira língua em 56% das residências do país. 37% da população ainda usa o russo no dia a dia. Aos poucos, o aprendizado do russo como segunda língua vem diminuindo e dando espaço ao inglês. Como não falamos nem letão nem russo, a comunicação foi um pouco complicada, já que grande parte das pessoas não falava quase nada de inglês. Em Liepaja, tivemos que nos virar bastante com mímica e apontando figuras. Em Riga, a capital, era bem mais fácil encontrar jovens familiarizados com o inglês, e eles costumavam ser bem simpáticos e prestativos. Uma coisa legal que percebemos é que os jovens que sabem inglês falam muito bem e quase não têm sotaque.

9-Idioma

É possível acompanhar todas as viagens do casal através do perfil no Facebook, no Instagram e no Blog | Na palma do mundo. 

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