Empreendedorismo

5 passos essenciais para quem quer mudar de carreira

Se você está lendo esse texto é porque provavelmente já foi tomado por aquele comichão fatídico e tão falado atualmente da busca por fazer algo que tenha um sentido maior para a sua existência.

E esse não deve ser o primeiro texto que você lê. Nem o segundo, nem o décimo. Talvez você já deva ter adentrado algumas madrugadas lendo as histórias de pessoas que, num momento de coragem súbita ou de alinhamento dos planetas, largaram aquilo que elas consideravam o trabalho chato que acontecia dentro de um escritório cinza sem janelas para fazer aquilo que aquecia os seus corações: viajar por aí usando Internet para ganhar dinheiro, fotografar o sorriso de pessoas ou fazer lindos e deliciosos cupcakes que alimentam almas, olhares e estômagos.

Se todas essas histórias já preencheram a tela do seu computador e da sua mente, também é muito provável que questionamentos de como essas pessoas conseguiram concretizar tal proeza já tenham passado pela sua cabeça. Você lê, pesquisa, busca, vai atrás e sempre se depara com os famigerados conselhos de que é preciso ter coragem para enfrentar o medo da mudança, que você precisar descobrir o seu propósito e que o universo conspira quando você se abre para o novo.

Sim, sim, tudo isso é verdade. O medo da mudança existe e você vai precisar enfrentá-lo, descobrir o seu propósito dá um puta tesão e quando você começa se mexer, coisas bacanas acontecem na sua vida (e acontecem mesmo!). ‘Tá legal, eu sei que você já sabe de tudo isso. Mas na prática, o que isso representa? Quais são as ações que você precisa tomar para a mudança real acontecer na sua vida? 

Durante o último ano, eu me preparei para largar um trabalho que já não fazia sentido para mim, aquele que acontecia dentro de um escritório cinza sem janelas para fazer aquilo que aquecia o meu coração. Sim, os últimos doze meses foram de atitudes friamente calculadas para que eu conseguisse conquistar a minha tão sonhada carta de alforria.

O que se segue nas linhas abaixo foi o que funcionou para mim. O que funcionará para você provavelmente será uma estratégia diferente, mas quem sabe pode servir de inspiração e se você juntar com alguns pedacinhos da sua história, pode dar um bom caldo:

1 – Defina a sua meta

Essa é a primeira coisa que você precisa fazer, mas isso você já sabe. Defina e a escreva em letras garrafais gigantes e coloque num local bem visível para que a todo momento a sua meta te lembre que você tem muito o que fazer antes de atingi-la. Uma cartolina com letras garrafais rosas me lembrava todo o dia que eu iria pedir demissão até o meio desse ano (Ah, que satisfação quando você atinge a meta antes do previsto!) e que eu já deveria ter engatilhado o negócio que eu queria empreender. Tudo que vem a seguir foi o que eu fiz para conseguir parar de me incomodar com aquela cartolina com letras rosas gritantes em frente a minha cama.

2- Conheça os elementos principais para viver o seu propósito (e dedique-se de verdade para conhecê-los)

O tão famoso propósito de vida não é uma descoberta mágica destinada somente a pessoas iluminadas. Dismistifique o inatingível propósito de vida e se concentre em saber três coisas: no que você é bom, no que você acredita e o que você quer deixar nesse mundo quando morrer, ou seja, seus talentos, seus valores e seu legado. Apenas divagar sobre isso não adianta! Investigue! Escreva! Pergunte! Escreva quais são seus talentos, pergunte para as pessoas com quem você convive. Para investigar os seus valores, olhe para a sua história de vida e veja como você reagiu perante os acontecimentos. Escreva o discurso que você quer que façam no seu funeral para ir entrando em contato com o legado que você quer deixar. Torne  esses três elementos conscientes!

3 – Se planeje financeiramente

Observe e mude seus comportamentos. Essa é a hora de se fazer a pergunta sobre o que de fato é importante para você em termos de bens materiais e hábitos de consumo. A não ser que você tenha alguém pra te bancar, o que não era o meu caso, você vai ter que fazer concessões. Isso é fato, o período de transição é curto de grana. Parei de cursar a minha pós, vendi meu carro, faço a unha em casa, meu guarda roupa não conhece mais o cheiro de roupas novas e descobri o prazer de cozinhar e receber amigos em casa. Cortando tudo o que havia de supérfluo, fiz as contas. Quanto eu preciso para viver um ano sem entrar grana nenhuma? Foi esse valor que eu alcancei guardando dinheiro nos últimos 12 meses.

4- Comece a estruturar o seu projeto

Todos nós, mesmos os mais corajosos heróis empreendedores, precisam de o mínimo de sensação de segurança. É normal, é nosso instinto de sobrevivência gritando. É bastante complicado ter uma vida dupla de peão de escritório de dia e aspirante a empreendedor de noite. Falta energia, sobra sono, fica aquela vozinha interna irritante sussurrando no seu ouvido que você também precisa viver! Só que é à noite e nos fins de semana que o seu projeto vai começar a ganhar vida e agora é a hora de você fazer alguma coisa de útil com os talentos, valores e legado que você descobriu. Trace vários possíveis caminhos onde você possa usar esses elementos. Eu fui desde de reformadora de móveis a facilitadora de processos colaborativos. Por fim, decidi que iria usar a minha sensibilidade com pessoas, minha habilidade em conduzir grupos, minha crença que auto-conhecimento deve ser para todos e meu desejo de impactar o maior número de pessoas possível e criei o meu projeto, o Moporã.

5- Prepare as pessoas (família e amigos) para o seu movimento

Muitas pessoas não entenderão o porque de você querer largar o sonhado emprego estável por algo que você nem sabe direto o que é. Muitos não vão se identificar com essa história de propósito e vão querer tentar convencê-lo a desistir, pensando que estão fazendo o melhor por você. Isso tira a energia, eu sei, mas tenha paciência e não deixe para contar seus plano de sopetão. Essas pessoas se importam e se preocupam e merecem o seu cuidado. Divida seus desejos aos poucos, comece a contar sutilmente seus planos, traga as pessoas para perto de você. Dilua o medo a ansiedade delas no período em que você vai estar se preparando. Assim, quando estiver vivendo a adrenalina do salto, você terá pessoas importantes para você te acompanhando no seu movimento.

Para mim, fazer tudo isso de forma consciente foi o que de fato me deu coragem para seguir com o meu sonho. Eu sabia porque estava me preparando e fiz tudo de forma muito planejada. Num dado momento eu senti que era a hora. Era a hora de saltar. Esse momento chega e você sabe que precisa agir. Você vai saber também.

Larissa
Para saber mais, acesse.

Aprenda a ser um Nômade Digital

31.934 pessoas fazem parte de nosso grupo fechado de dicas por e-mail. É grátis!