Brasileiros Viajantes

5 hábitos que eu mudei quando vim morar em Lisboa

O Brasileiros Viajantes dessa semana faz uma viagem que não é nova, mas sempre irresistível. Guiados pela mão de Flávia Motta, do Almost Locals, vamos conhecer um pouquinho mais de Lisboa e seus hábitos. Vale a pena ler:

Mudanças são normais na vida: você cresce, muda de emprego, muda de relacionamento, muda de casa… E na esteira disso tudo, sua cabeça e alguns hábitos vão mudando junto. A Amanda já contou aqui sobre manias brasileiras que ela perdeu morando em Barcelona. Agora eu conto que hábitos eu perdi (ou ganhei) desde que vim morar em Lisboa.

1. Troquei o carro pelo transporte público

Depois de alguns anos levando mais tempo do que o aceitável para percorrer 40 km por dia no Rio de Janeiro eu decidi que, saindo de lá, não teria carro tão cedo. É claro que o fato de viver numa capital enxuta como Lisboa (território menor que o da Zona Sul do Rio e população menor que a de Copacabana) ajuda muito, mas os transportes de fato funcionam.

Eu pago menos de 36 euros por mês para usar quantas vezes quiser todo transporte que circula dentro da coroa L, a zona mais central da cidade. Além disso, consigo saber por SMS a hora em que o ônibus ou o eléctrico vai passar, tenho um metrô que cobre boa parte da Lisboa que me interessa e ainda posso recorrer ao trem. ‘E você não sente falta de ter carro?’ Sinto sim, quando penso em pegar a estrada para conhecer Portugal, porque o melhor do país não está muito acessível para o viajante sem carro.

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2. Eu me alimento melhor

Não é que eu comesse mal no Brasil, mas a legislação no nosso país é muito mais flexível para a indústria fazer o que quiser na nossa comida do que na União Europeia. Com isso, às vezes mesmo quem tenta comer bem acaba colocando um monte de porcaria química para dentro. É claro que a lasanha do supermercado é trash em qualquer lugar, mas o leite achocolatado pronto aqui é leite mesmo e não leite integral reconstituído + soro de leite em pó mais um monte de componentes que eu nem sei o que são. E esse é só um exemplo.

Desde que chegamos (há quase um ano e meio) eu e meu marido juntos perdemos mais de 10 quilos. Sem dieta, sem cortar o glúten, sem trocar queijo amarelo por queijo branco, sem trocar iogurte integral por desnatado. Comendo pão, geleia, chocolate, embutidos, bebendo (muito) vinho… Minha teoria? Aqui come-se melhor. Ponto.

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3. Eu fiquei mais paciente

Lisboa tem um ritmo bem menos acelerado que o do Rio de Janeiro e, logo que cheguei aqui, me irritei diversas vezes. Especialmente nos comércios. Acontece que aqui as pessoas não são lentas propositadamente. A grande maioria das lojas e restaurantes funciona com um número bem reduzido de empregados e você simplesmente tem que aprender a esperar a sua vez – mesmo que seja ‘só para fazer uma perguntinha’. Isso pode ser chato, especialmente se você estiver com pressa. Mas quando sua vez chega, pode ter certeza de que a atenção do atendente será toda sua – com direito a sorrisos, coisa que anda cada vez mais rara no Rio de Janeiro, infelizmente.

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4. Eu passei a fazer minha própria faxina

Com toda honestidade, essa parte é chata. Na minha primeira casa aqui uma faxina quinzenal estava ’embutida no aluguel’. Sabe como é, senhora amiga da família do proprietário, ele não quis deixá-la na mão… Ela passava duas horas lá em casa – aqui, como outros países europeus, as faxinas são cobradas por horas de trabalho – eu ainda tinha que dar um retoque aqui e ali na limpeza.

Então, saindo de lá, eu decidi assumir essa parte (ou melhor dividir a tarefa com o marido). O que fizemos foi nos abastecer com uma série de produtos e utensílios pensados para quem não pode / quer perder tempo com a limpeza. E assim eu descobri, por exemplo, a felicidade de ter uma máquina de lavar louça. #mejulguem

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5. Eu perdi o medo de andar na rua

Essa é a parte que eu acho mais triste de constatar: o quanto eu me privava de certas coisas no Rio de Janeiro e nem percebia mais. Eu gosto de andar, fazer as coisas a pé. Mas no Rio muitas vezes eu me vi pegando táxi para percorrer distâncias de 1 km só porque tinha medo de ir sozinha caminhando. Ou andava apressada, assustada com qualquer sombra na rua. Celular, então, eu não atendia na rua há muitos anos. E muitas vezes me arrisquei atravessando ruas com sinal fechado para mim só por medo de ser assaltada.

Aqui, eu só pego táxi se estiver mesmo com preguiça; entro pelos becos lisboetas sem preocupação; mexo no celular quando, onde e por quanto tempo eu quiser.

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E você, mudou de cidade e mudou de hábitos? Conta aqui nos comentários!

Quer saber mais sobre o que visitar em Lisboa? Entre em contato e saiba como ter um guia de Lisboa personalizado, com o Almost Locals Experience.

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Todas as fotos: Reprodução

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