Brasileiros Viajantes

11 motivos para amar a Sicília (e os sicilianos!)

Quem nos acompanha, sabe que quinta-feira é dia do quadro Brasileiros Viajantes (se ainda não conhece, descubra aqui e saiba como pode até participar). Esta semana, mantemos nosso GPS na Europa e em um país que até já esteve por aqui: a Itália. A questão é que existem várias “Itálias” de norte a sul desse território em forma de bota. E, segundo a Roberta Jesien, brasileira vivendo por lá há vários anos e nossa convidada de hoje, a Sicília e suas gentes são, no mínimo, especiais. Vem ler:

1. A comida

Toda a Itália é conhecida pela sua culinária, mas a Sicília… Impossível, até para uma pessoa com um super metabolismo como eu, ir para a Sicília e não pegar alguns quilinhos. A cozinha siciliana é simples, muito caseira. Os sicilianos se preocupam muito com a qualidade dos alimentos e a cozinha local é à base de produtos típicos, muitos colhidos diretamente do jardim. Não deixe de experimentar a “pasta alla norma”, o “arancino”, o “cannolo” e a “cassata”!

2. As praias

As praias? De águas absurdamente transparentes, melhor não explicar, as fotos falam por si só.

Sicilia1Foto © Valeria Raffele

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Foto © Giulia Cerasi

3. O patrimônio histórico, cultural e arqueológico

A Itália é o país com o maior número de patrimônios mundiais da humanidade e sete deles ficam na Sicília: os Templos de Agrigento, a Villa Romana del Casale em Piazza Armerina, o arquipélago das Ilhas Eólias, as cidades barrocas do Val di Noto, Siracusa e a Necrópole Rupestre de Pantallica, o vulcão Etna e a prática agrícola das “vite ad alberello” de Pantelleria.

Além disso, ela é um mix de culturas, pois por ali passaram gregos, árabes, romanos, fenícios, bárbaros, bizantinos, normandos e espanhóis. Ainda hoje, na capital Palermo, existem placas escritas em árabe e, como Siracusa foi capital da Magna Grécia, a Sicília possui mais templos do que a Grécia e são mais bem conservados. Ainda hoje no teatro grego de Siracusa, no mês de junho, se encenam espetáculos a céu aberto.

Sicilia3Foto © Alessandro Zagarella

4. O calor humano

Pode ser que eles não saibam falar a sua língua, mas eles vão dar um jeito de te entender. Se você se perder, eles vão te levar até o destino. É amigo de um siciliano? Já faz parte da família! Falou com um deles por mais de 5 minutos? Vai te convidar pra jantar na casa dele!

Neste ponto de vista eles são muito parecidos com nós brasileiros. Se você for na casa de um siciliano, não ouse tentar fazer alguma coisa: você é hóspede. Ele vai te dar o melhor quarto, vai cozinhar para 20 pessoas (mesmo que estejam só em quatro) e vai te fazer se sentir em casa. Agora, depois de 3 anos com um siciliano, eu ganhei o direito de ajudar a pôr a mesa, arrumar a minha cama e lavar uma loucinha, mas não posso ir muito além…

5. A Itália dos filmes

Sabe aquela cena de filme com uma mesa enorme e muito bem servida posta no jardim da casa com os 40 parentes mais próximos que falam todos juntos (e neste caso em dialeto) e todos se entendem? Onde um almoço pode durar umas quatro horas? Foi assim que fui recebida na primeira vez que fui para a Sicília (e todos os anos esta cena se repete). Moro há muitos anos na Itália, mas aquela representada nos filmes, eu só vi na Sicília.

Sicilia4Foto © Alessandro Zagarella

6. O ritmo de vida

Para que correr? O ritmo de vida aqui é lento e o objetivo é aproveitar ao máximo o dia, o mar, a família. Geralmente o comércio e as empresas fecham das 13 às 16 horas, assim dá tempo de ir para casa almoçar com a família, tirar um cochilo e voltar. No verão, muitos aproveitam para dar um mergulho. Ali ainda é normal parar para conversar com um amigo na rua, sem pressa.

Sicilia5Foto © Giulia Cerasi

7. O clima

E quem não gostaria de viver em um lugar onde existem as quatro estações, mas no inverno não faz muito frio e no verão o calor é seco, perfeito para ir para a praia? Na maior parte da Sicília (exceto nas cidades de montanha) a temperatura no inverno é de 15 graus e no verão é de 40, com quase nada de chuva. Durante seis meses do ano dá para ir pra praia tranquilamente.

Sicilia6Foto © Giulia Cerasi

8. Granita e brioche no café da manhã

Um dia eu fiz uma amiga experimentar o brioche e a granita no café da manhã e nunca vou esquecer a sua frase depois de comer: “os sicilianos gostam de se tratar bem”. A granita é uma espécie de sorvete, mas feito com raspas de gelo e outro ingrediente que doa sabor, como o limão (siciliano, obviamente), o café, as amêndoas (outro produto típico, as da cidade de Avola são consideradas as melhores do mundo), o pistache, etc. É simplesmente demais acordar e já comer algo geladinho quando o calor está de matar.

9. O Etna

Subir no Etna enquanto estava em erupção me mostrou, na maneira mais intensa possível, o poder da natureza. Já lá de baixo e de muito longe era possível ouvir este grandão (é o vulcão mais alto da Europa) chamando e, enquanto eu subia, parecia estar em território lunar.

Vale muito a pena e dá para subir com os jipes ou a pé mesmo (para quem curte uma aventura). Quando está em erupção é mais bonito ir de noite e ver a lava vermelha e cintilante que escorre, mas convém reservar muito antes com os guias que te levam nos lugares que não são perigosos. No inverno o legal é ir esquiar.

Além disso, em 2013 o Etna virou Patrimônio Mundial da UNESCO. Este site tem todas as informações sobre o parque: http://www.parcoetna.it/.

Sicilia7Foto © Giulia Cerasi

10. O passito

O modo de cultivo dos “alberelli” (pequenas árvores), que dão um tipo de uva muito doce, de Pantelleria, viraram Patrimônio Mundial UNESCO no ano passado (graças ao meu amor, que escreveu o dossiê de candidatura). É com estas uvas, que são resultado desta prática agrícola, que se produz o passito, um tipo de vinho que deve ser bebido depois das refeições, junto com o doce. É espetacular e um dos meus preferidos. A ilha de Pantelleria é bem pequena e tem paisagens maravilhosas, vale a pena conhecer e se deliciar com este vinho!

Sicilia8Foto © Valeria Raffaele

Sicilia9Foto © Valeria Raffaele

11. Poder colher os produtos típicos com suas próprias mãos

É incrível poder colher limões, azeitonas, amêndoas, gelsi (uma frutinha que parece amora), pistache, aonde quer que você vá. Além das plantações que você pode ver ao longo das estradas e dos jardins das casas, que geralmente têm árvores frutíferas, é normal encontrar também pelas ruas estas árvores. Além disso, existem os chamados “agriturismo”, que seriam como os nossos hotéis-fazendas, onde você pode ficar em contato com a natureza, colher com suas próprias mãos e depois ver que tudo foi cozinhado com o que eles colhem no próprio jardim, produtos sempre fresquinhos, o que pode ser melhor?

Sicilia10Foto © Giulia Cerasi

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