Brasileiros Viajantes

11 dicas e curiosidades de uma brasileira sobre a vida em Nova York

Depois de tantos meses de Brasileiros Viajantes e de tantos relatos legais de brasileiros que vivem por esse mundo afora, chegamos a uma conclusão: uma das cidades mais vibrantes do mundo, e uma das que recebe mais brasileiros, ainda não estava na nossa lista. Mas o dia chegou e, graças à paulistana Rosana Marques, juntamos Nova York às muitas cidades que temos mostrado por aqui. Vem ler:

Nova York não precisa de muita introdução… quem ainda não a conhece quer conhecer, e quem já conhece quer voltar. Ela é um dos principais destinos internacionais dos brasileiros ultimamente, mas é muito mais do que só compras e shows da Broadway. É a cidade que não dorme nunca e em que culturas, povos e arte de todo o mundo se misturam.

Eu passei quatro anos nessa cidade incrível e fui aprendendo aos poucos a considerá-la minha segunda casa. Aprendi também a gostar do jeito apressado e turrão dos nova-iorquinos e a entender como eles vivem e curtem a cidade. Aqui estão algumas das coisas que aprendi sobre Nova York:

1. Os rooftops são onde todos querem estar

Para os nova-iorquinos, os rooftops (a nossa famosa “laje”) são muito mais do que um simples teto sobre suas cabeças. Eles são mais um ponto de encontro na cidade. Como Nova York é uma cidade com mais de 400 anos, suas ruas tendem a ser mais estreitas e os prédios mais colados uns nos outros, bem diferente das ruas largas e dos casarões típicos de cidades mais novas dos Estados Unidos. Para aproveitar o “pouco” espaço que têm, nova-iorquinos desde o Soho até o Harlem usam seus rooftops para reunir os amigos, fazer churrascos, ler, tomar sol, conversar, assistir aos fogos de 4 de Julho, etc.

1.NYRooftops

2. Vagão vazio é vagão suspeito

Nova York tem mais de vinte linhas de metrô que percorrem a cidade de cabo a rabo e por essas linhas passam mais de 4 milhões de pessoas todos os dias. Então quando o seu trem chega e você se depara com um vagão praticamente vazio, obviamente a reação mais comum é a de alívio por conseguir um breve descanso para seus pés. Mas, infelizmente, muitas vezes tudo o que parece ser bom demais pra ser verdade, é. Quando você se deparar com um vagão vazio em meio à outros vagões abarrotados de gente, desconfie. Há grandes chances de que aquele vagão tenha um cheiro inexplicavelmente ruim ou uma surpresa muito desagradável à sua espera.

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3. Filas só para coisas boas

Em Nova York as pessoas andam sempre com muita pressa e não perdem seu tempo em filas por qualquer coisa. Por isso, quando uma fila começa a se formar, é muito provável que ali esteja alguma grande novidade ou um lugar que vale a pena conhecer. Existem restaurantes e docerias minúsculas, principalmente na região da Union Square e West ou East Village, onde é comum se encontrar filas nas portas. Esses lugares geralmente têm as melhores pizzas, cupcakes e bagels da cidade.

4. Os nova-iorquinos evitam a Times Square a todo custo

A Times Square é um dos maiores pontos turísticos de Nova York, e é realmente um lugar que impressiona pelas suas luzes e imagens gigantes, mas para quem mora na cidade, a Times Square é como um buraco negro que deve ser evitado de todo modo. Ok, não é pra tanto assim, mas para os nova-iorquinos que andam em uma velocidade média de 7km/h, perder 5 minutos atrás de um grupo enorme de turistas parece uma eternidade.

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5. Música e arte por toda parte

Nova York é uma cidade que leva a arte na alma e isso se vê não só no MOMA (Museum of Modern Art) ou em galerias de arte, mas também nas ruas e estações de metrô. Isso faz parte da rotina dos nova-iorquinos, e é mais uma das características que tornam uma cidade única.

Para você ter uma ideia, só no metrô eu conheci um violonista brasileiro, vi um menino de uns 7 ou 8 anos tocando teclado maravilhosamente bem, ouvi mariachis, bandas de funk, e claro, vi os dançarinos que dançam, pulam e fazem piruetas arriscadas nos trens, passando com os pés a centímetros da sua cabeça.

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6. Comida de rua pode ser boa e saudável

Apesar dos food trucks não serem uma exclusividade de Nova York, eles fazem parte do dia a dia dos nova-iorquinos e enriquecem ainda mais a variedade gastronômica da cidade. Tanto no café da manhã quanto na hora do almoço, diversos food trucks se dirigem à pontos estratégicos próximos aos centros empresariais. Em frente ao prédio do meu escritório, por exemplo, ficavam pelo menos 5 ou 6 todos os dias, oferecendo desde comida de baixa caloria à hambúrgueres e fritas, ou comida tailandesa e sucos naturais. Eu nunca conseguia resistir ao carro de waffles doces e salgados chamado Wafel & Dinges, que parecia me perseguir pela cidade. Uma delícia.

7. Não se apegue à sua bicicleta

Muitas pessoas em Nova York usam suas bicicletas durante a primavera e o verão para lazer ou para ir trabalhar. Claro que, como a cidade tem um ótimo sistema metroviário e uma ampla rede de taxis, ela não chega a ser nenhuma Amsterdã, mas ainda assim o número de bicicletas nas ruas é grande. O único porém é que, infelizmente, a Big Apple tem um alto índice de roubo de bicicletas (só eu tive 3 bikes roubadas em 4 anos), por isso é preciso ter cuidado redobrado e garantir as melhores correntes para as magrelas.

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8. Passar o ano novo na Times Square é furada

Apesar dos filmes e da TV fazerem parecer um programa imperdível, os nova-iorquinos consideram uma furada passar o ano novo na Times Square. Esse é o tipo de programa que você faz uma vez na vida e jura que nunca mais vai fazer de novo. Para aqueles que não pagaram o alto preço cobrado pelos bares e restaurantes da região, passar o ano novo na Times Square significa ficar horas de pé em meio à centenas de pessoas, muitas vezes sob a neve e temperaturas abaixo de zero. Além disso, se você não chegar cedo suficiente para garantir um lugar na frente, também não conseguirá assistir aos shows e ver as celebridades que passam por lá. Portanto, todas as suas horas de espera no frio congelante se resumirão a 20 segundos de festa durante e depois que a bola cai.

9. O conceito de brunch

Depois da correria da semana, os nova-iorquinos diminuem o ritmo e se encontram nos restaurantes da cidade para tomar um brunch. Para quem não sabe, a palavra brunch é uma mistura de breakfast e lunch (café da manhã e almoço), e costuma ser servido entre as 11h e as 14h, podendo ser estendido até as 16h em alguns lugares. Entre essas horas, os nova-iorquinos se reúnem para comer omeletes, torradas e tomar mimosas (suco de laranja com champanhe) com seus amigos.

10. Verão é sinônimo de vida

O verão em Nova York parece ser uma corrida contra o tempo. Ele se resume a três meses de calor e umidade intensos, em que a cidade ganha mais vida e tudo fica mais alegre e colorido. No verão, o sol costuma se pôr às 20h e as pessoas ganham mais algumas horas para passear e se divertir. Os bares à beira do Hudson e do East River têm filas enormes para entrar, o Central Park se transforma em uma praia e as praias de verdade próximas à cidade ficam com capacidade máxima!

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11. A vista sempre impressiona

Mesmo depois de morar em Nova York por quatro anos e de ver a cidade por vários ângulos diferentes, nunca me acostumei ou deixei de me surpreender com a vista da cidade. Todas as vezes que me deparava com ela, era inevitável sentir orgulho por estar em um lugar tão imponente e especial.

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Todas as fotos © Rosana Marques

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Para acompanhar as histórias da Rosana, conheça o blog Não Paro Quieta ou acesse a página do Facebook.

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