Brasileiros Viajantes

10 motivos pra se arrepender por nunca ter ouvido falar na Geórgia

Brasileiros Viajantes de hoje vai até à Geórgia!! Isso mesmo, uma estreia por aqui, de um país desconhecido da maioria dos brasileiros, mas que tem, segundo nossos guias, o casal que faz acontecer o Monday Feelings, muita coisa legal para você descobrir. Confira:

Com uma gastronomia deliciosa, hospitalidade sem igual, cultura diversa e história milenar, a Geórgia é um dos países mais encantadores e surpreendentes que já conhecemos.

Mesmo com tantos atributos, quase ninguém conhece a Geórgia e ela é preterida até pelo Google que coloca o Estado norte-americano de mesmo nome em primeiro lugar em uma pesquisa na internet. Se você também nunca ouviu falar nesse pequeno país do Cáucaso, se prepare que agora te damos 10 motivos para se apaixonar – e correr pra lá!

1. O vinho

Há vestígios de que o vinho foi inventado na Geórgia há 8 mil anos! Dá para entender então porque esse é um dos símbolos nacionais. Quase todo mundo tem parreiras em casa e um convite para tomar um café da tarde, nada mais é do que um pretexto para degustar uma taça de vinho caseiro.

Para os mais exigentes, fique tranquilo pois você não irá encontrar apenas produções caseiras, mas também poderá visitar vinícolas de sucesso que andam inclusive ganhando prêmios internacionais.

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2. Os monastérios

A Geórgia trava uma disputa com a Armênia (entre tantas outras) pelo título de primeiro país do mundo a adotar o cristianismo. Independente de quem está com a razão, a questão é que essa história de longa data com a religião cristã rendeu incríveis monastérios espalhados por todo o país. Há monastérios cravados na pedra; outros mais simples, mas que escondem histórias importantes; ou ainda – nossos preferidos – os que estão localizados no topo de montanhas e têm vistas incríveis.

Não deixe de conhecer o Monastério de Jvari e a Catedral Svetitskhoveli, na antiga capital do país Mtskheta, e a Igreja Gergeti da Santíssima Trindade, em Kazbegi.

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3. Tbilisi

A capital vibrante do país! Tbilisi está cheia de museus, restaurantes, monumentos, galerias de arte, baladas, bares, feirinhas de rua e pessoas simpáticas prontas para te ajudar. Enquanto outras áreas da Geórgia mantêm uma atmosfera mais tranquila, Tbilisi transborda vida.

Um dos marcos da cidade é o monumento “Mãe Geórgia” (Kartlis Deda), estátua que fica no topo do Morro Sololaki. Com a mão esquerda, a Mãe Geórgia oferece vinho aos convidados e, com sua mão direita, segura uma espada para se defender dos inimigos. Uma perfeita representação da personalidade georgiana.

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4. Svaneti

Essa região montanhosa no noroeste do país tem algumas das paisagens mais emblemáticas que vimos durante nossas viagens. Se prepare para estradas de terra, vilarejos quase medievais, muitas montanhas e córregos de água cristalina.

O acesso a Svaneti é tão complicado que durante as milhares de invasões sofridas pela Geórgia ao longo de sua história, pouquíssimos conseguiram chegar até ali. Além das montanhas, o clima frio também ajuda a manter a região isolada, já que avalanches frequentemente bloqueiam a única estrada pavimentada. Esse isolamento foi fundamental para que os svans (como são conhecidos os locais) preservassem uma cultura independente, que pode ser vista na gastronomia, na dança, na arquitetura e até na língua.

A capital de Svaneti é Mestia, cidade charmosa, rodeada de montanhas e com diversas opções de trekking.

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5. Ushguli

Uma cidade remota, de uma região remota, em um país remoto”. Foi após ler essa descrição sobre Ushsuli que decidimos conhecer o vilarejo escondido. O quão isolado poderia ser? Muito. Pegamos mais de 6 horas de caronas e mais tantas caminhadas para chegar ao vilarejo de torres medievais e que tem como plano de fundo o majestoso Monte Shkhara, a montanha mais alta da Europa.

Ushguli é o último vilarejo de Svaneti e é tão isolado, mas tão isolado, que com a chegada do inverno, não é possível entrar nem sair dali. Quem está dentro, fica dentro; quem está fora, fica fora. Por isso é importante se organizar antes de visitar: lembrando que o inverno lá vai de dezembro a março – mas já no outono faz frio.

Para os mais aventureiros, é possível fazer um trekking de 5 dias entre Mestia e Ushguli. Nós não nos atrevemos, mas conhecemos outros viajantes no caminho que, apesar de cansados, estavam maravilhados com as paisagens presenciadas.

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6. Batumi

A Geórgia não tem saída para o oceano, mas tem costa no Mar Negro! E Batumi, além de ser a segunda maior cidade do país, também é a praia mais gostosa de lá!

Batumi é cheia de ruelas de paralelepípedo, casinhas coloridas, construções modernas, obras de arte espalhadas pela orla, além de ter vários bares e restaurantes. A água do mar é calma e a temperatura agradável durante boa parte do ano, o único problema mesmo é que a praia é toda de pedra… se prepare para ficar com muitas marcas no corpo.

Ah, e se o fator história é importante nas suas viagens, você vai gostar de saber que foi dessa cidade que Joseph Stalin, no começo do séc. XX, planejou muitos dos protestos na Rússia pré-Revolução!

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7. A comida

Localizada entre grandes países como Rússia, Turquia, China e Irã, a Geórgia sempre foi considerada uma importante rota de comércio. A confluência de tantos povos diferentes em um mesmo espaço não passou despercebida e a troca de cultura se reflete também na gastronomia georgiana. E que resultado maravilhoso!

Foi lá que provamos alguns dos pratos mais memoráveis da viagem como o khinkali (uma espécie de guioza cozido ou frito com recheio de carne, queijo, cogumelos ou outros), o khachapuri (um tipo de pão com queijo – muuuito queijo – que pode acompanhar ovo e manteiga), salada de nozes, ostri (quase como um goulash), cogumelos gratinados, carnes grelhadas que parecem variações do kebab, entre tantas outras. As refeições na Geórgia são verdadeiros banquetes!

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Foto via GeorgeAbout

8. Hospitalidade

Segundo um provérbio georgiano: “Convidados são enviados de Deus”. Resumindo: prepare-se para ser tratado como rei! Os georgianos são um dos povos mais hospitaleiros que já tivemos o prazer de conhecer. Mais uma consequência, talvez, da localização estratégica do país, que fez da Geórgia uma rota de passagem de viajantes.

Durante as duas semanas que passamos por lá, fomos convidados para dormir na casa de pessoas, degustar uma boa garrafa de vinho caseiro, passear por um vilarejo, fazer piquenique com uns senhores que estavam nos dando carona, jantar na casa de uma família… enfim, foram muitos os convites.

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PS: só para dar um gostinho da recepção georgiana, alguns turistas são escolhidos aleatoriamente para ganhar uma garrafa de vinho ao desembarcar no aeroporto! Simples assim.

9. Kazbegi

Essa área está cheia de vilarejos charmosos, igrejas, natureza, comida boa e tem até pistas de esqui (no inverno, claro!).

Kazbegi é atualmente a única área de acesso por terra entre Rússia e Geórgia. Quem optar por atravessar para o país vizinho de carro, ônibus ou carona (como nós!) é melhor se preparar para enfrentar algumas horas na imigração!

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10. É um destino barato

Em terra de real desvalorizado, quem viaja é rei. Ok, trocadilhos à parte, essa é uma realidade. Está caro viajar… principalmente para fora do país. Mas ainda há alguns destinos a serem explorados que não pesam tanto no bolso… e a Geórgia é um deles!

Um jantar para dois em um restaurante mediano sai por R$ 60;
Uma cama em um hostel sai por R$ 30;
Um quarto em um hotel mediano com café da manhã sai por R$ 60;
E isso considerando a média de preços da capital Tbilisi, no interior do país é possível encontrar coisa muito mais baratas.

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Todas as fotos © Monday Feelings

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