Brasileiros Viajantes

10 motivos para engordar na Itália

Quem nos acompanha, sabe que quinta-feira é dia do quadro Brasileiros Viajantes (se ainda não conhece, descubra aqui e saiba como pode até participar). Esta semana, o convidado é  Louisy Spak, que vai nos deixar com água na boca contando as delícias gastronômicas que encantam a Itália. 

Cada país tem uma peculiaridade que marca o visitante, e não é à toa que o “comer” do “Comer, Rezar e Amar” é representado pela Itália. Eu tive a sorte de morar no país da bota por um ano e dentre as tantas características, acredito que a comida é aquela que mais me prendeu (ou preencheu)… E a saudade da Itália que eu to levando pra casa agora, vai ser com certeza ilustrada com os itens abaixo:

1. Melhores “gelatos” do mundo por metro quadrado

Gelato não deve ser confundido com sorvete, porque sua qualidade e sua composição são diferentes: menos ar na massa, sem corantes/aromatizantes, produção artesanal com ingredientes frescos e geralmente da estação, de uma textura cremosa incomparável e o melhor: com até 50% menos gordura que o sorvete! Estar na Itália, com uma gelateria melhor que a outra em cada esquina, com um preço camarada, algumas abertas inclusive à noite, te deixa sem desculpas de experimentar pelo menos todos os sabores, né?

2. Vinhos bons a preços acessíveis = grande quantidade diária

A Itália é famosa por ser uma boa fabricante de vinhos, e eternizada pela região da Toscana com os Chianti e Brunello, mas o melhor é que encontramos bons vinhos, de qualidade e baratos em enotecas de bairro ou até mesmo no mercado, junta com o clima italiano e uma boa companhia e quando vê, a garrafa já foi! Uma boa pedida para acompanhamento são os frios, a salumeria italiana (salames, presuntos e mortadelas) e queijos que tem uma vasta variedade, que depende de cada região para ser descoberta por completo.

3. As famosas pizzas, que não poderiam ficar de fora da lista

A história da pizza é meio conturbada, não se sabe se foi na China ou no Egito, mas a que foi difundida no mundo todo não tem dúvidas: foi a de Nápoli. Aqui a pizza é servida INTEIRA para uma pessoa só, mas a diferença é que ela é extremamente leve, com uma massa fininha e ingredientes frescos. Claro que não é crime dividi-la, mas é incrível como a gente aprende rapidinho a comer sozinho. E ainda tem os “primos”: a farinata, uma espécie de panqueca com ou sem recheio; a focaccia, uma massa de pão temperada com sal e azeite e algum outro ingrediente (queijo, azeitona, alecrim…); a pizza seca, uma casquinha de massa de pizza bem temperada; o grissini, bastões de pães secos da grossura de um dedo; além do nosso já conhecido calzone.

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4. Pasta fresca

A massa tem uma variedade imensa, só de spaghetti nós encontramos uns 5 tipos diferentes, e encontramos marcas boas por menos de 1€ nos mercados. E além destas, as massas frescas, abertas em casa e com massa de ovo são os macarrões mais deliciosos que comi na vida! E você pode comer todos os dias que não enjoa, pois a quantidade de tipos de pasta e molhos te faz comer um prato diferente por dia. E se mesmo assim quiser variar no carboidrato, não vamos esquecer dos risotos, também italianos e deliciosos. 

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5. Café da manhã ou Colazione

Os italianos são contidos no café da manhã: um café e um brioche. O problema, claro, está em decidir qual café (macchiato, doppio, espresso, marocchino, capuccino, d’orzo, con  latte, moka, lungo, corretto, americano…) e o doce só acompanha, geralmente recheado com chocolate ou creme.

6. Apericena

Digamos que seja um equivalente ao nosso Happy Hour por causa do horário. O aperitivo é um momento do dia que nos reunimos para comer pequenas porções de comida, à vontade, e que não deve substituir o jantar, bom, isso é o que dizem, mas eu não aguento seguir em frente… Existem aperitivos mais leves, e aperitivos com muitas opções, sempre acompanhados com drink em um ambiente legal e descontraído. É um costume italiano muito legal e que não vi em nenhum outro país que visitei, acho sensacional, barato e compensa o custa benefício. 
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7. Ritual do almoço

Um pranzo completo tem um antipasto (entrada), primo piatto (geralmente massa, risoto ou sopa), secondo (carnes e peixes), contorno (acompanhamento da carne), dolce (sobremesa) e café. Não recomendo almoçar assim todos os dias, mas de vez em quando é legal para se sentir no clima local. Uma coisa importante de dizer é que não se deve ter vergonha ou medo de não comer todos os pratos, é totalmente livre a escolha de um, dois ou todos os pratos. 
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8. Pasticceria

A parte culinária dedicada aos doces é boa em qualquer lugar no mundo e na Itália não é diferente: terra da panna cotta, profiterólis, tiramissu, zabaione, brioches recheados, panforte, panetones, biscoitos caseiros, cassata, cantucci… Precisa falar mais? 

9. Chocolate

Poderia estar no item anterior, mas doce é doce, chocolate é chocolate. Existem muitas fábricas de chocolates locais, como o do Gianduiotto, típico de Torino, o  Baci, e o mais famoso de todos: Ferrero Rocher! Um pote de Nutella grande pode ser encontrado por até 5€.

10. Fritos

Os quitutes fritos variam bastante de acordo com a região, mas sempre encontrados nas feiras de ruas e apesar das refeições grandes serem fartas e gostosas, vez ou outra é bom enganar o estômago com as “porcarias” né? A lista termina com arancini, uma espécie de coxinha de arroz; olive all’ascolana, azeitonas recheadas e empanadas; fritto misto, as vezes pode ser frutos do mar (que aliás são bem comuns por ser região mediterrânea) ou com empanadinhas; e os cenci, massa frita doce com vinho branco. Hmmm, já deu aquela saudade!
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Todas as fotos © Louisy Spak
É possível acompanhar todas as viagens da brasileira através do blog Isy na Estrada
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