Brasileiros Viajantes

10 motivos para descobrir a Nova Zelândia

Mais uma quinta-feira e mais uma edição do quadro Brasileiros Viajantes, desta vez com uma particularidade – não convidamos uma pessoa, não duas, mas quatro. Juntos, estes quatro brasileiros reuniram o que de melhor e mais impressionante conheceram/viram/aprenderam sobre esse fascinante país chamado Nova Zelândia. Vale a pena ler!

É raro, mas acontece: tem país que te faz sentir em casa assim que você retira a mala da esteira do desembarque. Aconteceu isso na primeira vez que fui à Nova Zelândia. Tinha 16 anos e vivi por seis meses em Wellington, capital do país, em um intercâmbio. A identificação foi tanta que, cinco anos depois, voltei para trabalhar e viajar com um working holiday visa [as inscrições para o ano de 2015 já foram preenchidas]. Levei comigo dois amigos – a Cintia e o Pedro, que colaboram no texto e nas fotos. Recém-formados, resolvemos os três dar um tempo. Dividimos um “flat” [como são chamadas as repúblicas por lá], rolês pelas ilhas e pelo Mighty Mighty (o melhor bar/balada de Wellington), boas doses de sol e de Sauvignon Blanc. Lá conhecemos um terceiro brasileiro, o Felipe (Fio), que também dá seus pitacos nas dicas abaixo.

1. Os cafés

Wellington tem tanta cafeteria que é difícil andar na rua sem querer parar e entrar em cada uma delas, sentar no jardim e tomar um café, ler um livro com calma, olhar pro indivíduo em frente e bater papo. Às vezes saímos juntos com uma meta – ir ao banco ou gastar parte do nosso salário na Recycle Boutique, o melhor brechó da cidade – e SEMPRE acabávamos incluindo um café no trajeto. O preferido sempre foi o Olive, na Cuba Street. Em tempo, a Nova Zelândia não é um país produtor de café: importa o grão verde, torra com maestria e treina muito os baristas que preparam “flat whites”, bebida inventada no país, e lattes primorosos. O país é famoso pela qualidade do leite.

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2. O contato com a natureza é diário, especialmente no verão

Em Wellington, dá pra sair do trabalho e ir pra praia aproveitar o fim da tarde. Fazer uma das trilhas espalhadas pela cidade. Ir surfar na praia em Lyall Bay. Caminhar pelo Waterfront. Passear pelo jardim botânico da cidade no fim do dia. Pedalar pela baía de Wellington. E por aí vai. Tudo bem que com 20 anos as coisas tendem a ser mais tranquilas. Mas o ritmo de trabalho, a gentileza, os espaços abertos e a beleza da paisagem – dá pra ver o mar da biblioteca pública de Wellington – tornam a rotina leve, leve.

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3. Vinho é coisa de todo mundo

Saídos do interior do Paraná/Minas, estávamos acostumados a tomar cerveja em copo de plástico em botecos duvidosos – o que ainda fazemos. Acontece que, com um clima semelhante à França, a Nova Zelândia produz ótimos vinhos. O melhor: o preço nas prateleiras é muito camarada. O valor da rolha também é acessível em muitos cafés e restaurantes (no nosso thai preferido, custava quatro dólares neozelandeses por cabeça). O lance é democrático e as pessoas falam de vinho sem afetação, já que a bebida faz parte do dia a dia dos jovens “kiwis”. Não há nada melhor que beber um Sauvingnon Blanc em um dia quente em “Welli”.

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4. As praias são desertas MESMO

Em especial no extremo norte da ilha norte do país, em Northland, e no norte da ilha sul, em Nelson. Conhecemos Northland em maio, no outono. Fazia sol e o tempo estava fresco e quente. Viajando em um motorhome, paramos em praias belíssimas, como Matapouri Bay. Não tinha mais ninguém ali e o mar convidava para um mergulho. Assim foi. No parque nacional Abel Tasman, nós (Bruna e Fio) ficamos absolutamente boquiabertos com a beleza da paisagem, e a junção única entre mar, floresta nativa e praias. O parque é o menor da Nova Zelândia e um dos mais queridos pelos neozelandeses. Ali dá pra andar de caiaque, fazer trilhas de um ou mais dias, acampar, etc.

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Foto © Tourism New Zealand

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5. O acampamento do ano novo pode incluir lagostas

Com dinheiro contado, resolvemos acampar em Gisborne, na ilha norte, com mais 12 amigos kiwis. Instalamos nossa barraca ao lado do trailer de uns pescadores maori, que foram muito acolhedores. No final do primeiro dia, eles chegaram com lagostas e peixes frescos pra compartilhar na churrasqueira. Entraram para a roda e fizemos outras receições juntos a partir daí. Eles forneciam o peixe, nós o vinho, milho-verde, linguiça na brasa, pão…

6. Dá pra atravessar um vulcão em um dia

O Tongariro é um vulcão em atividade na ilha do norte. No verão, dá pra atravessá-lo a pé sem a necessidade de um guia – e ver os lindíssimos lagos esmeralda no topo dele – em cerca de oito horas. O passeio, conhecido como Tongariro Alpine Crossing, exige um pouco, mas retribui cada subida íngreme com a paisagem do Parque Nacional Tongariro, que abriga outros dois vulcões, o Ruapehu e o Ngauruhoe. Do topo do Tongariro, é possível ver o vulcão Taranaki, na costa oeste da ilha norte, o vulcão mais simétrico e mais escalado da Nova Zelândia. Já do topo do Taranak, dá pra ver as praias da costa oeste, a cerca de uma hora de distância de carro.

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7. A casualidade é regra

Se for para citar um estereótipo, os neozelandeses podem ser chamados de “laid back”, com aprovação dos próprios. Têm um estilo de vida relaxado e despreocupado. É difícil definir o comportamento de alguém ou de um país sem generalizar, mas concordamos que ser “laid back” ajuda o povo de lá a ser mais aberto e gentil, menos estressado e consumista.

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8. A feijoa e o sorvete de “hokey pokey”

É uma fruta de gosto parecido com a goiaba (um pouco mais doce, um pouco mais azeda) que é comumente consumida por lá. As feijoas são tão comuns que são encontradas em abundância em beiras de calçadas, parques e jardins, livres para serem colhidas. Curiosamente, a fruta tem origem em terras sul-americanas, inclusive do sul do Brasil. Outras delícias locais: frutos do mar fresquíssimos, a carne de cordeiro – o país tem cerca de 40 milhões de ovelhas – e o sorvete de “hokey pokey”, de baunilha e “toffee” de mel.

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9. Dá pra viajar de van, parar pela estrada e se surpreender SEMPRE

Tem coisa que não dá pra esquecer e que volta à cabeça toda vez que nos encontramos. A primeira vez que a van faz a curva da estrada e o lago Tekapo aparece no horizonte. A vista para os vulcões Tongariro e Ruapehu na “estrada deserta”, na ilha norte. O por do sol em Gisborne e a primeira lua de 2010. Se comparado com o Brasil, o país é pequeno (aproximadamente do tamanho do Rio Grande do Sul) e, nesse espaço diminuto, concentra paisagens e atividades diversas – em Queenstown, por exemplo, é possível pular de bungee jump e visitar uma geleria no mesmo dia. Vulcões, lagos, praias, ilhas produtoras de vinho (Waiheke, a 30 minutos de ferry de Auckland, é visita obrigatória), florestas nativas. É como concentrar muitas ideias de férias em uma só, o que nos leva ao item número 10.

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10. Dá pra esquiar e nadar no mesmo dia, sim!

Com exceção do David, o neozelandês do grupo, nós nunca tínhamos esquiado. Resolvemos fazer uma aula no Mt. Ruapehu (um vulcão em atividade na ilha norte onde, no inverno, funcionam duas pistas de esqui, Turoa e Whakapapa). No começo, tudo parecia muito fácil, mas a coordenação não colaborou e tivemos que posar pras fotos SEM MOVIMENTO pra ter registros pra mandar pros nossos pais. Depois de um dia de tentativas, dirigimos até o lago Taupo – o maior do país. Era começo de outubro, a estação de esqui surpreendentemente ainda não tinha acabado e o sol estava quente o suficiente. Lá fomos nós mergulhar no lago.

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