Brasileiros Viajantes

10 dicas imperdíveis de uma brasileira morando nos EUA

Quem nos acompanha, sabe que quinta-feira é dia do mais recente quadro do Nômades Digitais, o Brasileiros Viajantes (se ainda não conhece, descubra aqui e saiba como pode até participar). Esta semana, a convidada é Monica Bateman, uma brasileira que já morou em várias cidades do mundo e que tem algumas dicas sobre a cultura americana que podem ser preciosas para quem quer tentar uma aventura em terras do Tio Sam.

Nós brasileiros crescemos com uma grande influência norte- americana. São os filmes, os super-heróis, o sonho da viagem para a Disney e das compras em Miami. E por isso, muitos hábitos do povo norte-americano foram incorporados ao dia a dia da vida do brasileiro. Mas quando eu me mudei para os Estados Unidos, acabei descobrindo aqui algumas coisas que são bem diferentes da vida em Terra Brasilis. Então, se vier aos Estados Unidos, para morar ou passear, fique atento às dicas:

1. Dê Gorjeta

Queridos Brasileiros, por favor, tirem o escorpião do bolso! Isso mesmo! Você pode não gostar, não estar acostumado, mas aqui é assim, as pessoas dão gorjetas (tips) para tudo. Mesmo que você vá passar apenas uma semana na Disney, com o dinheiro contado, considere no seu orçamento que você gastará de 15 a 20% a mais em tips. O garçom, o porteiro, o taxista, a manicure, todos esperam aquela graninha extra. A maioria dos garçons ganha U$ 4 por hora, por isso o pagamento da gorjeta é essencial para a renda deles. E não adianta pensar “eu nunca mais vou voltar aqui”, porque isso só deixa os Brasileiros com má fama!

MoneyTips

2. Seja pontual

Sabe aquela coisa da festa começar as 21 horas e você só chegar as 22:30 se achando o bacana? Esqueça! Se seu vizinho te convidou para uma festa das 18 às 21 horas, chegue às 18h e vá embora no horário previsto. Aqui as festas têm hora para começar e para acabar, e a falta de pontualidade é muito mal vista. Não importa se você vai de ônibus, de metrô, se tem cinco filhos para vestir antes de ir à festa. Planeje seu tempo e não diga que chegou atrasado por causa do trânsito. Vai queimar seu filme!

3. Respeite o espaço alheio

Nós, brasileiros, adoramos puxar conversa, no ônibus, no metrô, não importa – parou ao lado, o papo começa. Aqui eu sinto uma certa distância, e o norte-americano gosta disto, ele prefere assim. Então, respeite essa preferência. Não chegue todo íntimo, com mil perguntas, dando abraços e beijinhos, sendo “pegajoso”. Na própria escola eles ensinam – “keep your hands to yourself” – para que desde cedo as crianças aprendam a respeitar o espaço do outro. Aliás, nem se atreva a apertar a bochecha de um bebê bonitinho sem antes pedir permissão aos pais!

 4. Seja objetivo

O americano vai direto ao ponto. Se gostou, ele fala; se não gostou, ele fala também. Não fica aquela enrolação, aquela falta de coragem para dizer um “não bem redondo”. Sem dó nem piedade, eles são diretos e objetivos, e acho isso ótimo. Você não precisa ficar interpretando palavras, imaginando coisas. Ou é, ou não é! Então, ao lidar com um americano, faça o mesmo.

5. Do it yourself

Aqui, produtos de consumo são baratos, aliás muito mais baratos do que no Brasil – por isso a invasão de Brasucas em missão de compras nos EUA, com malas e malas cheias de “compritchas”. Uma camiseta por $3, um laptop por $120, pechinchas para todos os lados. Mas com os serviços já não é a mesma coisa. Pagar para alguém trocar o zíper da sua calça, ir ao salão para uma manicure, pintar o portão de casa, tudo sai muito caro. O americano bota a mão na massa, e para economizar, a moda aqui é o DIY – Do it Yourself (faça você mesmo).

6. Nunca esqueça dos cupons

Americano sempre encontra um descontinho antes de comprar qualquer coisa. Então, faça o mesmo. Antes de comprar, pesquise online se existem promoções ou cupons de desconto da loja ou supermercado que pretende visitar. Lojas como Target, Macy’s, Bed Bath & Beyond ou os outlets, todas elas têm cupons de desconto semanais. É só imprimir o cupom antes de mergulhar nas compras. Eu ando com uma pequena pastinha na minha bolsa, onde guardo todos os cupons que me interessam!

7. Esqueça seus benefícios trabalhistas

Aqui as férias são de quinze dias nos primeiros anos, não existe ticket refeição, 13º salário ou FGTS. A licença maternidade chega a ser ridícula – muitas mães voltam ao trabalho após quarenta dias do parto – e não existe licença paternidade. Tenha em mente que o “sonho Americano” é construído com longas jornadas de muito trabalho.

USA

8. Viver sem empregada é possível

Empregada por aqui é luxo, uma extravagância que poucos fazem. Ao contrário do Brasil e da Ásia, as pessoas não têm o hábito de ter um serviçal ao seu dispor. Claro que o custo é alto, mas sobretudo as pessoas não gostam de ter alguém “estranho” morando na mesma casa e dormindo no “quarto de empregada”. Aliás, eles não conseguem entender bem o conceito de um apartamento com um quarto e um banheiro minúsculos junto à lavanderia, para a “serviçal”. Resquícios da nossa época de escravidão, infelizmente.

StatueofLiberty

9. O SUS até que não é tão ruim

Isso mesmo! Depois de morar nos EUA descobri que, embora o sistema de saúde brasileiro esteja bem longe do ideal, existem hospitais públicos bons com tratamento de primeiro mundo e inteiramente de graça (ao menos em São Paulo). Nos EUA, embora os tratamentos e médicos sejam de alta qualidade, o sistema público é praticamente inexistente. Portanto, nem sonhe em vir aos EUA sem um seguro saúde. Os custos com despesas médicas são caríssimos e podem levar qualquer um a falência. É caro “meisssmo”, como dizem os cariocas! Portanto, em férias ou residindo, seja precavido e tenha seguro saúde ou de viagem.

10. Aqui futebol é jogado com as mãos

Se você se engajar em uma conversa sobre esportes com um americano, não se esqueça que aqui “football” refere-se ao futebol americano, que eles amam de paixão, mas jogam com as mãos! O Super Bowl, que é a final do campeonato de futebol americano, para o país e todos assistem pela TV, não apenas o jogo, mas as famosas propagandas, como este comercial da Budweiser que apareceu no Super Bowl deste ano. Ao se referirem ao nosso futebol, os americanos falam de Soccer.

AmericanFootball

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Para acompanhar as histórias de Monica Bateman pelos EUA, siga o Discovering Houston.

Créditos: Foto de topo © Monica Bateman; Outras fotos via Pixabay.com

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