Viagem

10 coisas que aprendemos viajando o mundo com nossos cachorros

Como nosso objetivo é inspirar, aqui no Nômades Digitais abrimos espaço também para ouvir histórias de pessoas que correram atrás dos seus sonhos e hoje conseguem trabalhar e viajar pelo mundo ao mesmo tempo ou simplesmente decidiram passar um tempo da suas vidas desbravando esse mundão. A história de hoje é a de Debbie Corrano e Felipe Pacheco, dois nômades digitais responsáveis pelo projeto Pequenos Monstros com uma companhia bem especial: Lisa e Luca, dois adoráveis vira-latas.

Quando decidimos virar nômades digitais e morar uma temporada em cada lugar do mundo ao lado dos nossos dois vira-latas, muita gente achou que estávamos malucos. Mas e o avião? E o veterinário? E a ração? E a documentação? E as casas? E o transporte? E a mudança de temperatura? E várias e várias e várias perguntas que, é claro, também nos atormentavam todos os dias. Só que nosso primeiro lema quando decidimos correr atrás dessa vida era: ou vamos nós quatro, ou não vai ninguém. Eles são nossa responsabilidade desde o dia que foram adotados e queremos os dois ao nosso lado. E assim nós fomos.

Não vamos dizer que é fácil. Não vamos dizer que não dá medo. E, definitivamente, nunca vamos dizer que não vale a pena. Existe alguma coisa fácil, que não dá medo e que não valha a pena em uma vida de nômade digital? A responsabilidade de carregar dois cachorros ao seu lado pode, sim, assustar. E te fechar várias portas. Mas vai abrir muitas, muitas outras. Além de você estar fazendo a coisa certa. Quem ama não abandona NUNCA, né?

Aqui contamos 10 coisas que aprendemos nesse ano viajando o mundo com nossos cachorros:

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1. Vai sair mais caro

Muita gente pergunta sobre os valores quando falamos em viajar com animais. E sim, é claro que vai sair mais caro. O avião está transportando quatro seres vivos, não só dois. Nunca vai sair o mesmo preço. Mas o valor é muito mais baixo do que as pessoas imaginam. Aquela história de que a passagem do cachorro custa o mesmo valor de uma passagem comum de avião é a maior mentira que existe. Mas, somando documentação, caixa de transporte e passagem aérea, não vai sair baratinho. Principalmente se você escolher uma empresa aérea de confiança que tenha boas referências em transporte de animais, o que é absolutamente essencial.

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2. Eles vão se adaptar. BEM mais rápido que você.

Outra preocupação de todo mundo era se os nossos cachorros iriam se adaptar a uma casa menor, clima diferente, uma nova rotina e, de tempos em tempos, às mudanças. Ficamos bem preocupados com isso no começo, mas eles se adaptaram incrivelmente bem e fazem isso em qualquer hotel ou casa nova que moramos. Enquanto você está apanhando para pedir um pão na padaria, os cachorros já conheceram todos os vizinhos, dormem na sua cama nova e brincam na praça como se frequentassem ali a vida inteira. No fim, o cachorro só precisa saber onde está a caminha, sua comida, água, seus brinquedos e as horas do passeio. Os passeios são sagrados. E foram eles que nos levaram para o próximo aprendizado.

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3. Eles precisam de rotina. Mas só um pouquinho.

Falar em rotina na vida de um nômade digital parece uma coisa complicada. Ter a possibilidade de trabalhar de qualquer lugar, fazer seus próprios horários e poder escolher quando é hora de relaxar deixa tudo um pouco vago. Com os cachorros ao nosso lado, nos sentimos na obrigação de manter alguns hábitos que trouxemos de São Paulo para que eles se acostumassem a essa vida de mudanças com mais tranquilidade. E os passeios fazem parte disso.

Antes da primeira saída do dia eles estão ansiosos, estressados e agitados. Não olham para a comida e querem brincar o tempo todo. Quando voltam para casa, é hora de comer, beber água e relaxar durante a tarde, porque aquela tarefa já foi cumprida. Até o próximo passeio. Em qualquer lugar do mundo, em qualquer fuso e em qualquer temperatura, estejam eles dormindo no carro ou no hotel 5 estrelas, os passeios deles são sagrados. E eles sempre cobram. Não importa se passeamos com eles às 8h ou às 13h, eles sempre fazem as mesmas coisas assim que chegamos em casa.

Mesmo criando os próprios horários, todos nós precisamos de uma certa rotina. O nosso corpo pede. E o deles também.

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4. Eles vão ficar ansiosos igual você

Sabe aquele friozinho na barriga que dá quando você começa a tirar as malas do armário e guardar tudo lá dentro? A Lisa e o Luca conseguem sentir isso de longe. Eles sabem quando estamos indo para algum lugar novo e já ficam super ansiosos, achando que qualquer passeio é a hora de entrar em um carro e ir viajar. É engraçado como eles conseguem sentir a sua ansiedade, associar a movimentação na casa e já sacarem o que está acontecendo vários dias antes da mudança.

Fora que eles também ficam super ansiosos para explorar lugares novos. Tantos cheiros e coisas diferentes para sair descobrindo!

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5. Existem mais lugares dog friendly pelo mundo do que conseguimos imaginar

Saindo de São Paulo, em que poucos lugares aceitam cachorros, nós estávamos com poucas esperanças de conseguir levar eles para passeios diferentes. Começamos a pesquisar e, para nossa surpresa, descobrimos um mundo gigantesco que gira ao redor dos pets, principalmente aqui na Europa. Muitos dos hotéis que conhecemos aceitam cachorros (por uma taxa extra, é verdade). Encontramos vários apartamentos para alugar que aceitam cachorros e isso não foi problema. Restaurantes aceitam cachorros. Shoppings. Bares. Na maioria dos lugares que estivemos, você só sabe que um cachorro não é permitido quando existe uma placa na frente dizendo isso. Se não diz nada, é só entrar.

Claro que isso não se aplica a todas as cidades do mundo, mas é só perguntar. Até hoje ficamos surpresos com a quantidade de lugares que a Lisa e o Luca podem entrar ao nosso lado.

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6. Você vai morrer de medo no avião, mas vai descobrir que não é tão difícil assim

Nossos cachorros não são pequenos, o que significa que eles viajam de avião despachados junto com a bagagem, num setor aquecido destinado a “carga viva”. Só o fato deles estarem sozinhos ali embaixo já poderia nos deixar loucos. Mas, para piorar, ainda acontecem alguns casos de companhias aéreas que perdem animais durante o transporte. Não vamos entrar no mérito do quão absurdo isso é, só relembrar que é importantíssimo escolher a melhor companhia aérea possível para viajar com seus animais. Pesquisamos MUITO essa parte. E a escolha certa vai te deixar um pouco mais tranquilo.

Outro grande motivo que faz as pessoas terem tanto medo do transporte aéreo com animais é a documentação. Como somos um país que ainda não erradicou a raiva, o procedimento é um pouco mais complicado para vir para a Europa. Mas não é um bicho de sete cabeças e, definitivamente, não é motivo para você deixar seu animal para trás. Temos um post enorme no nosso blog [clique aqui para ler] explicando cada detalhe da viagem com eles e, mesmo sendo um pouco trabalhoso, está bem longe de ser impossível. É só você querer.

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7. Eles adoram viajar de carro

Uma das formas que encontramos para viajar com eles pelas cidades ao nosso redor foi alugar carros. Já somos fãs das roadtrips há muito tempo, enquanto só estávamos turistando por aí, e viajar com eles de carro foi uma grata surpresa. Caixas de transporte colocadas nos bancos de trás, um potinho com ração, cobertorzinho e vamos nessa. Toda vez que um carro estaciona perto da gente na rua, a Lisa já começa a pular de alegria achando que vamos passear de carro. Durante as viagens, fazendo várias paradas no caminho para conhecer cidades e tirar fotos, e eles sempre descem também. Ficam intercalando passeio com ração e cochilos. Tem vida melhor que essa? É o nosso tipo de viagem favorita!

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8. Você vai precisar trocar alguns passeios por outros

É claro que viajar com cachorros não é a mesma coisa que viajar sozinho ou em casal. Assim como viajar com filhos ou com um idoso, a experiência é diferente. E você vai aprender a curtir esse tipo de coisa. Viajando de carro, já tivemos que deixar muitos museus e restaurantes de lado e trocar por um picnic no parque, porque os cachorros não podiam entrar e não iam ficar no carro.

Quando estamos morando em alguma cidade, umas das nossas primeiras obrigações do dia é sempre sair com eles para passear. Depois eles ficam tranquilos em casa e nós sabemos que eles estão seguros e descansando. E aí podemos aproveitar nosso dia e conhecer lugares que eles não podem ir.

São trocas que você vai precisar fazer em alguns momentos, como qualquer viagem que você não está sozinho. A diferença é que os cachorros não opinam nos lugares que querem conhecer. 🙂

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9. Adestramento é tudo

Nós só começamos a adestrar a Lisa e o Luca pra valer alguns meses antes de começarmos a viajar pelo mundo. Antes, eles não sabiam nada e eram meio maloqueiros. E isso foi um erro enorme, porque poderíamos aproveitar milhares de outras coisas com eles caso os dois estivessem adestradinhos desde o começo. Aprender a não latir para os outros cachorros, não puxar, não pular nas pessoas, não comer nada do chão, essas coisas pequenas que fazem a diferença na hora de andar pra lá e pra cá mais tranquilo com seu cão.

Hoje, nossos cachorros melhoraram uns 200% do que eram no início, mas todo o dia ainda é dia de treinamento. Eles continuam melhorando e continuamos educando, com toda a paciência do mundo. Fomos nós que não educamos desde o início, né? E o adestramento faz toda a diferença!

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10. Vale muito a pena

Se não estivéssemos com os cachorros ao nosso lado, nossa cabeça estaria o tempo todo em outro lugar. Eles são como nossos filhos, afinal. E a responsabilidade pela vida e bem estar dos dois está só nas nossas mãos. Dividimos centenas de momentos incríveis ao lado deles e somos muito, muito felizes de poder chegar em casa de noite e ver a carinha de sono dos dois nos esperando. Aprendemos muito sobre paciência, amor e carinho com eles todos os dias, e estamos vivendo os melhores dias das nossas vidas ao lado dos dois bichinhos que mais amamos no mundo. A principal coisa que aprendemos é que, no fundo, a única coisa que nossos cachorros querem mesmo é ficar ao nosso lado. Seja em São Paulo, em Barcelona, ou em qualquer lugar do mundo.

Todas as fotos © Pequenos Monstros

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Você pode acompanhar as aventuras desta família no site do Pequenos Monstros, Facebook ou no Instagram da Debbie e do .




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